Sociedade | 02-03-2012 14:19

O pão e o vinho do Hospital de Todos os Santos era produzido no Ribatejo

O pão e o vinho do Hospital de Todos os Santos era produzido no Ribatejo
O pão e o vinho consumidos pelos doentes do ancestral Hospital de Todos os Santos, em Lisboa, eram produzidos nas férteis terras do Ribatejo que o reis doaram à obra.Azambuja, Vila Franca de Xira, Benavente, Samora Correia mas também Alenquer e Alcanena, tinham campos especialmente aptos para estas culturas. Eram “terras de pão”. Os olivais e a vinha estavam localizados na zona de Santa Iria, Vialonga, Azambuja. Em Santarém e Calhandriz havia um lagar de azeite. O pão e o vinho constituíam então a base da alimentação das populações. “Além do pão os cereais podiam ser consumidos sob a forma de papas e sopas. Já o vinho era a bebida alcoólica que entrava na dieta alimentar de quase todas as pessoas. O vinho era conhecido por dar força e podia também ser utilizado como remédio”, revela a investigadora Rute Ramos, bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia, residente em Alverca, em mais uma sessão de conversas sobre o património e história sobre “O Hospital de Todos os Santos. Algumas considerações sobre o património de origem ribatejana (sécs. XVI-XVIII)”, que decorreu no sábado, 25 de Fevereiro, no núcleo de Alverca do Museu Municipal de Vila Franca de Xira. Além do pão e do vinho, a carne completava a trilogia dos alimentos mais consumidos na instituição. Segundo o regimento do hospital cada pessoa que servisse no hospital podia consumir o equivalente a 1,300 quilos de pão por dia, 7,5 dl de vinho por dia e 459 gramas de carne ou peixe por dia. Nos mesmos termos se fazia a alimentação dos doentes que muitas vezes ali recuperavam graças à “boa alimentação que não tinham em casa e ao descanso”, admite a investigadora.* Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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