Sociedade | 03-03-2012 09:11

Santarém lamenta "quebra de solidariedade" da Golegã e assegura que cumprirá plano de pagamentos

A Câmara Municipal de Santarém lamentou hoje a “quebra de solidariedade” do município da Golegã, frisando que, tal como acordado, a autarquia escalabitana irá cumprir o plano de pagamentos à Resitejo.Ricardo Gonçalves, o vereador que representa o município de Santarém na assembleia-geral da Resitejo, disse à agência Lusa não compreender a tomada de posição pública da Câmara da Golegã, tendo em conta o que foi decidido na reunião realizada no passado dia 17 de fevereiro. A Câmara Municipal da Golegã decidiu abandonar a direção da Resitejo - Associação de Gestão e Tratamento dos Lixos do Médio Tejo, em protesto contra o incumprimento dos pagamentos por parte dos municípios de Santarém e Torres Novas.Em comunicado enviado à agência Lusa, a Câmara da Golegã considera que a sua permanência naquele órgão representaria uma atitude “de conluio e de negligência com uma situação que não pode continuar”.Ricardo Gonçalves disse à Lusa que, em julho de 2011, a Câmara de Santarém se comprometeu a pagar a dívida em atraso à Resitejo, que rondaria os dois milhões de euros, em prestações mensais de 108.000 euros.Segundo disse, até fevereiro o município pagou 771.732 euros dos 866.122 a que se havia comprometido, tendo ficado acordado, na reunião de fevereiro, que os dois municípios que tinham atrasos nos planos de pagamento fariam os acertos em maio e outubro, meses em que entra receita dos impostos.“Este é um processo coletivo de dificuldades e lamentamos esta quebra de solidariedade, sobretudo vinda de um município que há oito meses também precisou da solidariedade dos outros”, disse.O autarca destacou a postura “excePcional” adotada em todo o processo pelo presidente da direção da Resitejo, Sérgio Carrinho (presidente da Câmara Municipal da Chamusca).“Quero realçar a sua postura excecional, de homem com h grande, que coloca sempre à frente os interesses das populações”, disse. Ricardo Gonçalves disse ainda ser “falso” que a Câmara de Santarém se tenha abstido na decisão de impedir os municípios incumpridores de depositarem resíduos nos equipamentos da Resitejo, sublinhando que a deliberação foi tomada por unanimidade.A assembleia-geral da Resitejo, que integra os municípios de Alcanena, Chamusca, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Santarém, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha, deverá reunir na próxima semana para analisar a situação gerada com a demissão da Golegã, disse à Lusa o administrador executivo da Resitejo, Diamantino Duarte.

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