Sociedade | 21-03-2012 13:54

A vida está difícil para os taxistas da região

A vida está difícil para os taxistas da região
Taxista há cerca de nove anos, Miguel Martins, 33 anos, está a pensar deixar a profissão e já anda há procura de alternativas. Desde o final do ano passado que os taxistas deixaram de poder fazer o transporte de utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o que se traduz numa quebra de cerca de 90 por cento nos seus serviços. Este serviço passa a ser feito apenas pelas corporações de bombeiros. A indignação dos taxistas da região é ainda maior porque estes cobravam menos pelo serviço do que os bombeiros. Enquanto os taxistas cobravam 30 cêntimos o quilómetro (km), independentemente do número de utentes que transportavam, as ambulâncias cobram 48 cêntimos por km, 2.89 euros à hora e mais 20 por cento por cada doente, sendo facturado o percurso maior. "Não faz sentido nenhum cortarem-nos um serviço que ficava mais barato ao Ministério da Saúde. O volume de trabalho reduziu drasticamente", explica Vítor Coelho, taxista de Marinhais, concelho de Salvaterra de Magos.No concelho de Tomar, onde Miguel Martins vive e trabalha, o transporte de utentes do SNS era a sua principal fonte de receita. "As pessoas das aldeias contactam sempre os taxistas quando precisam de um serviço. Ainda hoje me telefonam e tenho que dizer que não posso fazer o serviço. Cortaram-nos as pernas", critica indignado. * Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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