Sociedade | 27-03-2012 13:55

Comerciantes de Santarém juntam-se para contrariar declínio

Uma centena de comerciantes do centro histórico de Santarém juntou-se para contrariar o declínio do comércio tradicional, propondo-se promover um conjunto de iniciativas que leve de volta as pessoas a esta zona da cidade.O primeiro sinal foi dado com a colocação de pendões à porta dos estabelecimentos aderentes, uma tela vermelha com a inscrição ‘Centro Histórico de Santarém – Compras com História – Comércio Tradicional, Atenção Especial’, que, reconhecem os promotores da iniciativa, “veio dar vida” às ruas antigas da cidade.“Estamos também a organizar as montras, a torná-las bonitas, apelativas”, ao mesmo tempo que se aposta na limpeza das ruas, disse à Agência Lusa Fernando Duarte, um dos fundadores do Núcleo de Comerciantes do Centro Histórico de Santarém.Na próxima quarta-feira, Dia Nacional dos Centros Históricos, as montras estarão decoradas a preceito e arrancará a primeira grande iniciativa do Núcleo, ‘4.ª Feira, Dia de Feira’, que passará a repetir-se semanalmente.Às quartas-feiras, os comerciantes aderentes “trazem a loja para o exterior”, ou seja, colocam os seus produtos na rua, fazendo promoções e descontos, numa ‘feira’ que visa atrair e fixar clientes.O Núcleo, que arrancou em Fevereiro com meia dúzia de comerciantes do centro histórico, conta atualmente com uma centena de aderentes num universo de cerca de 300 estabelecimentos existentes na zona antiga da cidade.Fernando Duarte, proprietário de um restaurante e mercearia no centro histórico, explicou que outro projeto do Núcleo é a criação de uma “bolsa comercial imobiliária”, de forma a que haja “troca de informação” sobre quem decidiu sair e quem quer investir, permitindo que as lojas que fecham sejam rapidamente ocupadas por outros investidores.Como parceiros para a dinâmica que quer imprimir ao centro histórico, o Núcleo aliou-se ao centenário jornal Correio do Ribatejo, pela mais-valia cultural que traz ao projeto, e à Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Santarém, pela política que esta instituição adotou junto do comércio tradicional, disse.Os promotores do Núcleo desafiam os comerciantes de outras zonas da cidade – Planalto, S. Domingos, Hospital – a seguirem o seu exemplo.José Venceslau, outro dos dinamizadores do grupo, dono de um supermercado, sublinhou que a iniciativa dos comerciantes do centro histórico não se faz contra a Associação de Comerciantes, que até cedeu o espaço onde se reúnem.Contudo, frisou, o facto de a associação abranger vários concelhos da região não permite uma atenção especial a situações específicas.Para Teresa Gracias, também do grupo dinamizador e proprietária de uma loja de flores e de um alojamento local, ao representar cerca de uma centena de estabelecimentos e perto de 300 postos de trabalho, o núcleo permitiu pela primeira vez que, em vez de agirem isoladamente, os comerciantes tenham “outra credibilidade”.

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