Sociedade | 28-03-2012 07:47

Câmara e população exigem selagem de aterro de Mato da Cruz

A Câmara de Vila Franca de Xira e a população de Alverca exigem a selagem do aterro sanitário de Mato da Cruz e a consequente reflorestação da zona, mas, segundo a Valorsul, o contrato só expira em 2020."O período de vida da infraestrutura ainda não terminou. O termo do contrato de concessão inicial era 31 de Dezembro de 2020 e, como tal, seria até esta data que todas as unidades da Valorsul teriam de estar operacionais, de modo a garantir o funcionamento do sistema", esclareceu a empresa de tratamento de resíduos, numa resposta enviada à Agência Lusa.Confrontada com esta posição, a presidente da câmara, Maria da Luz Rosinha (PS), reconheceu que a vigência do contrato de concessão do aterro "tem como horizonte de encerramento 2020" e esclareceu as intenções da autarquia."O que pretendemos é envidar esforços para que esse prazo, se possível, possa ser antecipado. A Valorsul tem inclusivamente um estudo prévio, que está a ser repensado, para a requalificação da área de forma a permitir a fruição ambiental e paisagística do espaço pela população", respondeu o município à Lusa.O Movimento Cívico O Estado d'Arcena continua a defender a selagem da infraestrutura, sediada na freguesia de Alverca do Ribatejo."As populações anseiam pelo encerramento definitivo do aterro sanitário de Mato da Cruz e pela sua reconversão em Parque Urbano, conforme foram prometidos e que esta população tanto merece", sustenta o movimento.A Valorsul informou que o arranjo paisagístico do aterro é um dos seus compromissos iniciais, o qual se mantém. Contudo, esclareceu a empresa, a recuperação paisagística e a respectiva florestação só podem ocorrer quando o aterro deixar de ser utilizado, o que ainda não é o caso.No aterro de Mato da Cruz, à medida que as células vão sendo fechadas, a Valorsul trata da sua selagem e da preparação para uma futura reflorestação.A Valorsul garante que não abriu qualquer célula nova fora do perímetro inicial do aterro sanitário e assegura que os trabalhos em curso já estavam previstos e vão sendo feitos à medida da necessidade de exploração."Como será óbvio, o investimento numa unidade deste tipo e que deverá ter uma vida útil de 25 anos é feito faseadamente e de acordo com as necessidades que resultam das quantidades de resíduos tratados", adiantou a empresa.O aterro sanitário de Mato da Cruz foi inaugurado em 1998, segundo informação da página da empresa na Internet.A Valorsul é responsável pelo tratamento dos resíduos sólidos urbanos de 19 municípios da Grande Lisboa e da região Oeste.

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