Sociedade | 10-05-2012 08:05

Suspensão das obras em escola secundária atira 150 pessoas para o desemprego

A suspensão das obras da Parque Escolar na escola secundária Manuel Fernandes, em Abrantes, está a preocupar a autarquia que diz que a situação vai criar mais desemprego, com a perda de 150 postos de trabalho directos.Numa visita efectuada às obras em curso naquele estabelecimento de ensino, e em que estiveram presentes os deputados socialistas eleitos por Santarém, a presidente da autarquia não escondeu a sua preocupação, tendo afirmado que a visita revelou uma escola que "funciona a duas velocidades" e onde "a desarticulação entre as duas fases da obra é colossal".“Por um lado temos a primeira fase que está praticamente terminada e por outro temos um edifício pré-existente, a necessitar de uma intervenção de fundo, que não reúne as condições mínimas de trabalho e segurança", disse Maria do Céu Albuquerque (PS).Com uma comunidade educativa composta por 800 alunos, mais professores e pessoal não docente, a autarca defendeu ser importante avaliar as implicações directas que esta suspensão representa para o regular funcionamento da escola, quer ao nível da gestão das expectativas da comunidade, quer no que respeita ao projecto educativo em curso."Além da repercussão desta decisão na comunidade educativa, importa ponderar as questões financeiras associadas a todo este processo e o seu impacto na economia local, em particular numa altura em que a taxa de desemprego atinge valores elevadíssimos", observou."Uma paragem previsível de seis meses significa necessariamente custos acrescidos para o desenvolvimento local sustentado e para a estratégia que foi definida para o concelho, e estas perdas não podem ser menosprezadas", vincou, tendo assegurado que esta suspensão significa mais desemprego."Vamos perder 150 postos de trabalho directos para além dos efeitos colaterais provocados a nível da economia local, como seja o pagamento de indemnizações de natureza diversa aliados a contratos, desmontagem e montagem de estaleiro e pagamento do aluguer do conjunto de monoblocos que permanecem na parte central da escola", referiu.Segundo Maria do Céu Albuquerque, também do ponto de vista técnico há questões a merecer atenção, nomeadamente ao nível da segurança e infra-estruturas."O edifício pré-existente carece de obras de reforço estrutural, previstas na 2ª fase da empreitada, que podem colocar em causa a segurança da escola e da comunidade e, em virtude das obras em curso, os canais de evacuação da escola, em caso de acidente, estão comprometidos", alertou a autarca.A presidente da autarquia disse ainda que a ligação da rede de infra-estruturas, nomeadamente água, luz e esgotos, estava prevista apenas para a 2ª fase da obra, o que obriga à implementação de uma solução de recurso a curto prazo.

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