Sociedade | 30-05-2012 13:22

Acção judicial contra a GNR por afastar comandante de Coruche do cargo

A Associação Socioprofissional Independente da Guarda (ASPIG) revelou terça-feira que vai avançar judicialmente contra o Comando da GNR por ter afastado o comandante de Coruche do cargo, transferindo-o para Santarém, na sequência de uma investigação."Estamos a dar apoio jurídico a um dos melhores sargentos e comandantes que a GNR tem. Vamos ajudá-lo em tudo o que precisar, para defender a sua honra e o seu bom nome. É um homem com vários louvores e eticamente irrepreensível, que fez um trabalho extraordinário, reconhecido por todos, inclusive pela população", afirmou, à Agência Lusa, o presidente ASPIG.Na origem da investigação, desencadeada pela própria Guarda Nacional Republicana em coordenação com o Ministério Público (MP), a qual levou à constituição do militar como arguido e à sua transferência para o Comando de Santarém, estão denúncias anónimas por posse ilegal de armas, que a ASPIG desmente."O sargento está a ser alvo de uma grande injustiça, uma vez que quando tomou posse, em 2008, precaveu-se e fez um relatório de posse e comando onde denunciava as armas ilegais [sem número do processo] que estão à carga do posto, em resultado das apreensões, explicou José Alho.O responsável da ASPIG acrescentou que essa informação foi passada aos superiores hierárquicos do ex comandante, salientando que as armas em questão estão todas no posto de Coruche.José Alho destaca que em quatro anos como comandante do posto da GNR de Coruche, o sargento Sérgio Malacão levou mais de 600 detidos a tribunal, e lamentou que o seu bom trabalho possa ter "criado invejas". Lembrou ainda que em 17 anos como militar da GNR, o ex-comandante nunca foi punido e recebeu quatro louvores.O presidente da ASPIG espera que o sargento Sérgio Malacão regresse ao cargo de comandante do posto da GNR de Coruche o "mais rapidamente possível".Na sequência das investigações, o comandante do posto de Coruche foi constituído arguido depois de ter sido ouvido, pelo procurador do Ministério Público. Além disso, o sargento foi transferido para o Comando Distrital de Santarém da GNR."Trata-se de uma medida cautelar tomada na sequência do processo disciplinar aberto pela GNR. Foi transferido para o afastar da zona [Coruche], para o tranquilizar e para que o comandante possa também preparar e formalizar a sua defesa. No final, caso se chegue à conclusão de que tudo isto não passou de um mal-entendido, voltará às suas funções", explicou à Lusa o tenente-coronel Costa Lima, porta-voz da GNR, a 18 de maio, um dia após as buscas no posto da GNR de Coruche.

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