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Sociedade | 22-11-2012 21:56
Andam a brincar com bombeiros e autoridades com falsos alarmes de quedas de pontes
Alguém anda a brincar com os bombeiros e com as forças de segurança ao comunicarem quedas das pontes entre Almeirim e Santarém que não existem e que fazem mobilizar dezenas de bombeiros, polícias e guardas para o terreno. Nesta quinta-feira registaram-se duas situações no espaço de cinco horas. A mais recente foi às 20h20 em que foi comunicado que uma mulher com uma criança ao colo se tinha atirado da Ponte D. Luís. Por estar envolvida uma criança a situação foi classificada de alta gravidade e foram mobilizados meios da PSP de Santarém, GNR de Almeirim, bombeiros voluntários e municipais de Santarém e Voluntários de Almeirim com dezenas de operacionais e viaturas. A zona por baixo da ponte foi passada a pente fino por elementos a pé e em viaturas, uma delas dos Voluntários de Almeirim com holofotes, tendo ao fim de algum tempo se verificado que era falso alarme. As autoridades começaram a desconfiar quando ligaram várias vezes para o número de telemóvel de onde tinha sido pedido o socorro e este estava desligado, além de já durante a tarde ter sido feita uma chamada do mesmo género. Eram 17h00 quando os bombeiros andaram também a vasculhar a zona da Ponte Salgueiro Maia. Na altura quem deu o alerta foi ao pormenor de dizer que um homem se tinha atirado de cima de uma carrinha que estacionou na berma, dizendo inclusivamente a marca e o modelo da viatura. “Tentou-se contactar esses números num caso e noutro mas estavam ambos desligados. Andaram oito homens dos bombeiros de Almeirim, seis dos Municipais de Santarém e pelo menos uma ambulância dos Voluntários de Santarém de um lado para outro, a gastar gasóleo, a pôr outras vidas em risco, para nada”, lamenta Nuno Oliveira, comandante dos Bombeiros Municipais de SantarémAs chamadas falsas de socorro podem causar situações graves, já que são accionados meios humanos e materiais, às vezes, como é caso, em grande escala, podendo faltar para situações de verdadeira emergência, em que têm que ser chamados meios de outras corporações de bombeiros que podem demorar mais tempo a chegar aos locais. Além de colocarem em risco a vida dos operacionais que se deslocam a alta velocidade para prestarem o socorro o mais rápido possível e assim salvarem vidas.
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