Sociedade | 03-01-2013 15:23

Escolas obrigadas a deitar para o lixo comida que podia alimentar alunos carenciados

Um aluno de uma escola que esteja a passar fome não pode levar a comida que sobra na cantina do estabelecimento de ensino para casa. Os funcionários dos refeitórios ou das empresas que fornecem as refeições não estão autorizados a darem comida para além da que é servida ao almoço e nem o director da escola o pode autorizar. As normas que constam também de comunicados enviados pelo Gabinete de Acção Social da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo assim obrigam e nem sequer é permitido levar para casa os ossos ou os restos para os cães.Numa época em que cada vez há mais gente a precisar de apoio alimentar há comida boa a ir para o lixo, o que não é uma situação compreensível para Ana Pereira da Associação Os Companheiros da Noite, em Vila Franca de Xira, que fornece refeições a pessoas carenciadas e sem-abrigo. “Qualquer comida que é desperdiçada faz-nos aflição”, comenta. A instituição tem conhecimento desta situação nas escolas e recebe de particulares bens alimentares ou compra os alimentos para distribuir a quem passa fome.A vice-presidente do Entroncamento lembra que está a decorrer uma campanha no concelho denominada “Direito à Alimentação”, que só é possível devido à participação de restaurantes que fornecem os pratos que depois são distribuídos aos carenciados pela Associação Voluntariado e Acção Social do Entroncamento. “Ainda pensámos na hipótese de aproveitar a comida dos refeitórios das escolas mas não podemos”, realça Paula Costa, que em seu entender não havia qualquer problema em as escolas pelo menos darem o pão e a fruta a alunos com carências alimentares.NOTÍCIA COMPLETA NA EDIÇÃO SEMANAL

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