Sociedade | 14-01-2013 00:23

Empresa de Samora Correia onde houve fuga de amoníaco só agora pede legalização das instalações

A empresa sediada em Samora Correia, Marinhave, que em Dezembro teve uma fuga de amoníaco que levou 27 pessoas a serem assistidas no hospital, submeteu à Câmara de Benavente um pedido de isenção da taxa municipal de urbanização relativa ao processo de legalização de 16 pavilhões. O pedido acabou por ser aprovado por unanimidade na última reunião de câmara que decorreu segunda-feira, 7 de Janeiro. A empresa livrou-se de pagar cerca de 367 mil euros de taxa."Numa altura tão difícil para o país é importante ter uma empresa no nosso concelho que assegura tantos postos de trabalho, apesar de a autarquia perder uma soma considerável", referiu o vice-presidente, Carlos Coutinho (CDU). Também a vereadora da oposição, Ana Casquinha (PS), considerou que "numa altura tão difícil para as empresas, é importante dar um incentivo económico". A Câmara de Benavente isenta de taxa de urbanização todas a unidades industriais cuja sede se situa na área do município, empregue mais de 15 trabalhadores e desenvolva uma actividade de reconhecido interesse económico e social para o concelho. Recorde-se que a fuga de amoníaco ocorreu no dia 11 de Dezembro quando estavam a ser realizados trabalhos de manutenção na sala de embalagem de congelados da fábrica de abate e comercialização de patos. Em Fevereiro de 2010, dez trabalhadores também tiveram de ser assistidos devido ao mesmo problema. Um estava em estado grave e nove com sintomas mais ligeiros. Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, a empresa não tem um plano de actuação em caso de emergência que defina não só as medidas a tomar em caso de acidente ou incêndio, por exemplo a evacuação dos trabalhadores, como as acções de prevenção. A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) também informou que se encontra a investigar a empresa. A Marinhave é a mais antiga e a única empresa em Portugal, que se dedica unicamente à produção de patos. Mais de 90 % da produção é para exportação.

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