Sociedade | 15-01-2013 06:23

Desempregado do Porto Alto vive num carro há dois meses

Desempregado do Porto Alto vive num carro há dois meses
Um dia acordou e não conseguia andar. Sentia as pernas paralisadas. Teve de ligar o radiador do carro e esperar até começar a sentir-se mais quente. Há dois meses a viver num carro no Porto Alto, Fernando Santos, 44 anos, garante que nunca pensou em toda a sua vida que alguma vez pudesse vir parar à rua. Depois de uma primeira tentativa de ajuda junto de instituições locais, desistiu de procurar apoio. Diz que a dignidade ainda é algo que lhe resta e recusa-se a andar com mau aspecto para receber caridade.Trabalhou sempre como motorista até o desemprego bater-lhe à porta há quatro anos. Sem receber qualquer tipo de subsídio, o recente divórcio ainda agravou mais a sua situação. O dinheiro que ia recebendo de alguns biscates que continua a realizar nos armazéns chineses não chegava para pagar os 240 euros de renda. Não encontrou outra solução, a não ser a de ir viver para o seu carro. Os três filhos, de 16, 18 e 19 anos, são a única coisa que o vai mantendo no Porto Alto, onde mora há 12 anos.* Notícia desenvolvida na próxima edição impressa de O MIRANTE

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