Sociedade | 10-10-2013 22:10

Santarém é palavra proibida nas embalagens de vinho de mesa de Alcanhões

Joaquim Saramago, presidente da Adega Cooperativa de Alcanhões
Inspectores da ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica selaram esta quinta-feira oito paletes de embalagens de vinho “bag in box” da Adega Cooperativa de Alcanhões que estavam prontas para seguir para o Luxemburgo por nas caixas de cinco litros estar expressa a palavra Santarém. Segundo as normas em vigor, os vinhos de mesa não podem ter referência a sub-regiões vinícolas (como é o caso de Santarém) devendo a descrição da origem do produtor limitar-se ao código postal, no caso o de Alcanhões, seguido do nome do país. A intervenção da ASAE apanhou de surpresa a direcção da Adega de Alcanhões, que tem utilizado essas embalagens até à data sem ter tido problemas. Já perto do fim da tarde, a ASAE acabou por desbloquear as oito paletes de embalagens de vinho de marca Adiafa, após a cooperativa se ter comprometido a apagar a palavra Santarém das caixas. O que obrigou a Adega a retirar as caixas das paletes, passar tinta preta sobre a palavra proibida e voltar a acondicioná-las em paletes.Joaquim Saramago, presidente da Adega Cooperativa de Alcanhões, era nesse dia um homem revoltado com a actuação da ASAE, considerando que essa entidade tem muito mais por onde pegar. “Nós limitámo-nos a pôr lá a nossa morada, porque somos de Alcanhões, de Santarém e de Portugal”, disse. “Neste caso a lei não permite que as empresas divulguem a região de onde são oriundas”, dizia por seu lado Paulo Durão, funcionário da Adega, enquanto outro colega defendia que a ASAE devia ter uma acção mais pedagógica em vez de entrar a matar. Os inspectores levantaram um auto de notícia que possivelmente dará origem a uma contra-ordenação por parte do Instituto da Vinha e do Vinho, entidade que tutela o sector. Mas a direcção da cooperativa já disse que vai contestar.

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