Sociedade | 06-11-2013 00:27

Misericórdia de Vila Franca de Xira atravessa dificuldades financeiras

O provedor da Misericórdia de Vila Franca de Xira disse esta terça-feira, 5 de Novembro, que a instituição atravessa dificuldades financeiras e alertou para a necessidade urgente da autorização da Administração Regional de Saúde para a criação de uma unidade de cuidados continuados.A situação financeira da Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca de Xira agravou-se desde Abril, mês em que deixou de receber 13 mil euros mensais pagos pela renda do edifício onde funcionava o antigo hospital da cidade, propriedade da instituição."Perdemos aquela receita, ficámos aflitos e só este ano são menos 100 mil euros. As mensalidades dos utentes e a comparticipação da Segurança Social não chegam. É urgente que a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo [ARSLVT] autorize a instalação de uma unidade de cuidados continuados no edifício do antigo hospital, para 50 a 60 camas", explicou à agência Lusa o provedor, Carlos Dias.O antigo Hospital de Reynaldo dos Santos foi desactivado em Abril, mês em que passou a funcionar em pleno o novo hospital da cidade, construído de raiz e que custou 108 milhões de euros. Devido a actos de vandalismo, houve a necessidade de emparedar as portas e as janelas do edifício do antigo hospital, que se encontra sem uso há mais de meio ano.Numa resposta escrita enviada à Lusa, a ARSLVT esclarece que as obras necessárias para a instalação de unidades de cuidados continuados (UCC) são da responsabilidade de quem as dirige. Só depois das obras feitas é que a entidade poderá ou não adjudicar a UCC.No caso concreto da Santa Casa de Vila Franca de Xira - e como a instituição não tem dinheiro para poder avançar já com as obras -, a ARSLVT explica que o próximo passo é "propor a entrada" do projecto "na rede de cuidados continuados, o que carece de autorização do Ministério da Saúde e do Ministério da Segurança Social".Caso haja essa autorização, a Misericórdia de Vila Franca de Xira poderá avançar com as obras e com a certeza de que terá as receitas da UCC, "fundamentais para equilibrar as contas da instituição", segundo o provedor.A Misericórdia de Vila Franca tem cerca de 110 funcionários e presta apoio a 120 utentes divididos em dois lares. Fornece ainda apoio domiciliário e no centro de dia a mais 80 pessoas, além de ajudar regularmente entre 20 a 30 sem-abrigo."Há utentes em dívida, por não conseguirem pagar, e outros que pediram descontos", frisou Carlos Dias.

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