Sociedade | 13-12-2013 16:09

Directores de bibliotecas da região criticam colega de VFX por proibir "As 50 sombras de Grey"

Proibir um livro numa biblioteca pública por não se gostar dele, como fez o director das bibliotecas de Vila Franca de Xira com "As 50 Sombras de Grey", não é prática seguida em vários municípios. Em Azambuja, Benavente e Santarém a aquisição de obras não depende da apreciação crítica dos responsáveis. Que consideram que não se deve misturar crítica pessoal com serviço público, como aconteceu com a decisão de Vítor Figueiredo. No geral os técnicos responsáveis autorizam a compra de novos livros em função das necessidades e das sugestões dos leitores e de críticos literários. "As bibliotecas devem ter um bocadinho de tudo", defende Sandra Ferreira, responsável das bibliotecas de Samora Correia e Benavente. Em Benavente estão disponíveis 25 mil livros e "As 50 sombras de Grey não foi ainda comprado por falta de disponibilidade financeira. "Se pudesse comprava-o", confessa. É o que acontece em outros concelhos onde alguns sucessos comerciais ainda não foram adquiridos por restrições financeiras, como é o caso de Santarém onde a biblioteca disponibiliza mais de 150 mil livrosLuísa Cotrim, responsável das bibliotecas de Santarém, considera que "não é correcto que seja um bibliotecário a tomar a opção de não comprar um livro por ser mau ou bom. O que não é bom para mim pode ser bom para os outros", defende. "O que se passou em Vila Franca surpreendeu-me. Fez-me lembrar o tempo em que o "Crime do padre Amaro" também foi proibido, no tempo do fascismo", nota.* Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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