Sociedade | 14-12-2013 15:53

Novo mapa judiciário é uma “irracionalidade criminosa”

Santana-Maia Leonardo candidata-se à delegação da Ordem dos Advogados de Abrantes para ajudar a combater a proposta do Governo que prevê o encerramento ou esvaziamento de competências de muitos tribunais no país. A defesa do Círculo Judicial de Abrantes é o grande desígnio e a razão da candidatura de Santana-Maia Leonardo à presidência da Delegação de Abrantes da Ordem dos Advogados para o triénio 2014-2016. A sua lista integra também os advogados Bispo Chambel e Mariana Macide, como candidatos aos cargos de secretário e tesoureiro, respectivamente. “Com o novo mapa judiciário, o Círculo de Abrantes é partido ao meio, ficando metade no distrito judicial de Santarém (Abrantes, Entroncamento, Mação, Sardoal e Golegã) e metade no distrito judicial de Portalegre (Ponte de Sor, Gavião e Alter). Ou seja, concelhos que sempre estiveram ligados umbilicalmente e fizeram vida juntos, como é o caso de Ponte de Sor, Gavião e Abrantes, são arrancados à sua família natural e atirados para longe, ficando Abrantes e Ponte de Sor a marinar na ponta esquecida dos respectivos distritos para serem comidas e digeridas gradualmente pelas capitais dos seus distritos”, alega o causídico, que até há poucos meses foi também vereador da Câmara de Abrantes eleito pelo PSD. Santana-Maia Leonardo sublinha no texto em que justifica a sua candidatura que Abrantes é a única cidade sede de Círculo Judicial que com a reorganização do mapa judiciário proposta pelo Governo, fica sem tribunal de competências reforçadas. Classificando como “irracionalidade criminosa” a intenção do Governo, o advogado com escritórios em Abrantes e Ponte de Sor afirma que “o novo mapa judiciário vai acentuar o já íngreme declive do nosso território em direcção ao litoral e afirmar, definitivamente, a A1 como a verdadeira fronteira de Portugal”.

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