Sociedade | 25-12-2013 08:27

Instituto de Emprego exige devolução de 42 mil euros de subsídios a cooperativa com pessoas ligadas ao PS

Uma cooperativa dirigida pelo antigo sócio do presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca, numa empresa de construção civil, beneficiou de apoios do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) que devia ter pago a prestações mas que não liquidou. A cooperativa formada por Paulo Batista e que tinha como presidente da assembleia geral a amiga de Fonseca e militante do PS, Sandra Vitorino, recebeu também dinheiro para criar um posto de trabalho, que por sinal era para outro eleito do PS. Mas não comprovou a existência do emprego nem o pagamento dos ordenados. Sandra Vitorino foi secretária do governador civil e do ex-presidente da Câmara de Santarém, o socialista Rui Barreiro, tendo exercido também cargos de direcção na distrital do partido.O Instituto de Emprego veio em Novembro pedir o pagamento de perto de 42 mil euros de que a cooperativa Certagus beneficiou em 2008 ao abrigo do Prodescoop, um programa de desenvolvimento cooperativo. Em relação à criação do posto de trabalho, a cooperativa recebeu cerca de 7300 euros a fundo perdido. Foi indicado para preencher o emprego um outro socialista, Carlos Pratas Silva, que foi eleito do PS na Assembleia Municipal da Chamusca. No período em que a cooperativa concorreu aos apoios e recebeu os montantes, em 2008, era directora do centro de emprego de Tomar a socialista Anabela Freitas, actual presidente da câmara desse concelho.NOTÍCIA DESENVOLVIDA NA EDIÇÃO SEMANAL EM PAPEL

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