Sociedade | 02-11-2015 12:00

Especialista defende plano de adaptação para o Tejo

O especialista em clima Filipe Duarte Santos defende a definição de um plano de adaptação às alterações climáticas para o Tejo internacional, para evitar situações de “poluição extremamente acentuada”, devido à chuva reduzida, como aconteceu este ano.

O professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, explica o que se passou este ano. “Há um transvase feito em Espanha, com um máximo de 600 hectómetros cúbicos desde o rio Tejo até à zona de Segura, em Espanha, na região de Múrcia e Alicante, o que significa que, quando a precipitação é escassa, como este ano hidrológico, que acabou em Setembro, o caudal do Tejo que veio para Portugal baixou imenso a partir de Março”, afirmou, na antevisão à conferência das Nações Unidas para as alterações climáticas, que se realiza a partir de 30 de Novembro.Embora em Agosto o caudal tenha subido um pouco, o nível baixo “provocou uma poluição extremamente acentuada no nosso Tejo, o que vai continuar a acontecer no futuro, se não forem tomadas medidas no sentido de haver um plano de adaptação às alterações climáticas para o rio Tejo, para toda a bacia hidrográfica do rio internacional”, concluiu

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