Sociedade | 09-11-2015 14:06

Ânimos exaltados na Câmara de Azambuja por causa do Convento das Virtudes

Estalou o verniz na última reunião de Câmara de Azambuja, tudo por causa do protocolo de cedência e utilização do Convento das Virtudes por parte do município à Junta de Freguesia de Aveiras de Baixo, e que tarda em ser formalizado apesar de estar pronto há bastante tempo. A vereadora Maria João Canilho, da Coligação Pelo Futuro da Nossa Terra (liderada pelo PSD), questionou o presidente da câmara Luís de Sousa (PS) sobre a demora, ao mesmo tempo que estendeu a questão ao vereador António Amaral (PS), que tem o pelouro da cultura.Na resposta, foi António Amaral que tomou conta do microfone para atacar o líder da Junta de Aveiras de Baixo, Carlos Valada (eleito pela coligação), que nem estava presente na sala, aludindo à iniciativa realizada há alguns meses que levou Marcelo Rebelo de Sousa, a convite da junta, ao convento para uma noite de conversa com a população. "Se o presidente da Junta de Freguesia de Aveiras de Baixo pensa usar o convento para eventos políticos não conta comigo. Se for para a cultura, serei o primeiro a ceder a chave, mas exijo respeito. Se Carlos Valada tiver calma, trabalhamos todos, porque eu trabalho com todas as cores políticas", assegurou o vereador socialista, afirmando que quem quiser utilizar o espaço só tem de solicitar a chave à autarquia com a devida antecedência.Na resposta, foi Jorge Lopes, vereador da coligação, quem elevou o tom da discussão. "O convento não foi utilizado para qualquer evento político. Esteve lá o professor Marcelo Rebelo de Sousa, mas depois esteve o Francisco Louçã e o actor Ruy de Carvalho e, ao que parece, vai ser convidada a Maria de Belém", afirmou, para estupefacção da mesa.Irritado com o rumo da conversa, Luís de Sousa foi categórico na resposta. "Vamos ver se cedemos ou não o espaço, apesar de o protocolo estar pronto. Este processo irá atrasar até eu entender que atrasa. Até estamos a ponderar colocar lá uma funcionária", afirmou, ao que Jorge Lopes foi rápido a responder: "A isso é que se chama ditadura", atirou, já em tom de voz elevado de ambas as partes.Certo é que o protocolo para a utilização do espaço já esteve pronto no mandato anterior e não foi assinado por necessitar de algumas modificações entretanto feitas. Recorde-se que o Convento das Virtudes foi remodelado em 2010 e as obras tiveram um custo de cerca de meio milhão de euros e tem servido para eventos diversos, mas pouco frequentes, pelo que muitos consideram que o espaço está subaproveitado.* Notícia desenvolvida na edição semanal de O Mirante

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