Sociedade | 15-11-2015 01:27

Utentes sem aulas de hidroterapia em Alcanena desde Setembro

Centro de Saúde não explica a suspensão do projecto "Mexer na água".

Cerca de quatro dezenas de utentes do projecto "Mexer na água", que decorria nas piscinas de Alcanena, estão desde Setembro sem saber por que razão as aulas de hidroterapia não recomeçaram após as férias de Verão, como acontecia já há 13 anos. Celeste Correia, 64 anos, é utente deste projecto há sete anos. Como acontece todos os anos, antes de começarem as aulas foi ao seu médico para que lhe fosse passada a credencial que atesta que precisa de aulas de hidroterapia. Todos os utentes têm que ter consigo uma credencial para poderem participar nas aulas. Pagam 1,10 euros ao Centro de Saúde de Alcanena por cada aula de hidroterapia.A Câmara Municipal de Alcanena disponibiliza as piscinas gratuitamente e todo o material necessário às aulas. Agora se quiserem frequentar hidroterapia têm que pagar aulas particulares, que são mais caras. "Telefonamos para o Centro de Saúde a perguntar quando começam as aulas e não nos sabem dar uma resposta. Falamos com a fisioterapeuta que nos dava as aulas, que também nos diz que não tem resposta para nos dar. Estamos neste impasse em que não sabemos quando começam as aulas e se vão começar", critica Celeste Correia.A fisioterapeuta Ana Paula Gaspar, que deu as aulas de hidroterapia até Junho deste ano, emitiu um comunicado, no dia 22 de Outubro último, onde informa que a actividade foi suspensa. "É com muita tristeza que venho informar (…) que esta valência de hidroterapia é obrigada a suspender a sua actividade por não se encontrarem reunidas as condições necessárias que possibilitem a sua continuação", refere Ana Paula Gaspar no comunicado. No entanto, a fisioterapeuta não explica quais as razões que estão na origem da decisão.E é essa dúvida que os utentes querem ver esclarecida. Carlos Marques, 73 anos, frequentava aquelas aulas há vários anos com a esposa, devido a problemas de coluna e anca. "Continuo a precisar das aulas de hidroterapia, assim como a minha mulher, mas ninguém nos diz nada. Acho que merecíamos pelo menos uma justificação da suspensão das aulas. Devíamos ter uma reunião com a directora do Centro de Saúde para nos explicar o que se está a passar", sublinhou.O MIRANTE contactou o Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo I para obter esclarecimentos sobre o assunto mas até ao fecho da edição tal não foi possível.

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