Sociedade | 17-11-2015 08:30

Família do agredido brutalmente em Alpiarça está em dificuldades

Família do agredido brutalmente em Alpiarça está em dificuldades
A família da vítima de agressões violentas na cabeça à porta da sede da sociedade filarmónica de Alpiarça, há quase quatro meses, está a passar por grandes dificuldades. José Manuel Dias, 46 anos, não tem condições para trabalhar e precisa da ajuda da esposa, Selma Almeida, que se encontra desempregada sem receber subsídio. José, que trabalhava na fábrica da Monliz, na zona industrial da vila, está a receber cerca de 430 euros de baixa médica e que é o único rendimento que entra em casa. A Polícia Judiciária continua a investigar o caso, com contornos misteriosos, e ainda não foi detido qualquer suspeito. No estado em que José Manuel Dias ficou, dificilmente vai conseguir voltar a trabalhar. Com sequelas graves não pode ficar muito tempo sozinho, porque tem dificuldades de raciocínio. Num relatório do Hospital de Santarém de Setembro, refere-se que o doente actualmente deambula com supervisão e dependência parcial na higiene, apresentando um elevado risco de queda. "Estamos a viver na miséria", desabafa Selma Almeida, acrescentando que no mês passado não tinha gás para os banhos e que muitas vezes são os vizinhos que dão comer para a família. O filho do casal, de sete anos, tem diabetes, doença diagnosticada recentemente, e a mãe não tem conseguido pagar as refeições na escola. O presidente da Câmara de Alpiarça, Mário Pereira, em declarações a O MIRANTE, garante que a autarquia "vai ver o que pode fazer, como faz a qualquer outro munícipe que se encontre em dificuldades". O autarca acrescenta que o município "está disponível para apoiar no que puder, consoante as condições da família, das disponibilidades da câmara e das regras de apoio social". José Manuel Dias, que esteve no bar da sociedade filarmónica a assistir a um jogo de futebol e foi encontrado inanimado cerca das 22h30, enquanto decorria uma festa de karaoke no estabelecimento, sofreu lesões ao nível do crânio. Esteve 22 dias em coma e apenas reage a alguns estímulos. Recorde-se que os bombeiros que o socorreram não alertaram a GNR para a situação, como é prática. Inicialmente os bombeiros falavam em queda e justificavam esses indícios para não terem comunicado a situação à autoridade. O comando dos bombeiros chegou a abrir um inquérito interno, que concluiu não ter havido falhas relativamente aos procedimentos de socorro.

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