Sociedade | 20-11-2015 16:49

Luta dos trabalhadores da Unicer em Santarém está para durar

Luta dos trabalhadores da Unicer em Santarém está para durar
Trabalhadores da fábrica de refrigerantes da Unicer em Santarém organizaram um magusto para continuarem a dar visibilidade à sua luta contra o encerramento dessa unidade do grupo Unicer, anunciado para Abril de 2016. Durante esta semana registou-se uma greve diária de uma hora em cada um dos turnos. A produção tem parado entre as 7h00 e as 08h00 e entre as 15h00 e as 17h00, altura em que junta a última hora de um turno com a primeira do seguinte e, segundo números da União de Sindicatos de Santarém, a adesão tem sido da ordem dos 70% no global.Os trabalhadores asseguram que não se conformam com a decisão de encerramento, que dita o despedimento de 70 trabalhadores desta unidade, nem aceitam a proposta de integração de 25 deles na fábrica da Font Salem, também situada em Santarém, alegando as piores condições salariais e de trabalho e não fazer sentido encerrar para entregar a produção a um concorrente.Segundo nota da União de Sindicatos de Santarém, “prevê-se que a luta dos trabalhadores contra o encerramento da fábrica em Santarém e contra a consequente extinção de 70 postos de trabalho directos, não irá terminar tão cedo”. E prevê outras formas de luta como manifestações, recolha de abaixo- assinados junto da população e a marcação de novas greves que condicionem ainda mais produção.“O objectivo não será de prejudicar a empresa, mas sim chamar a atenção para que na procura dos accionistas por maiores lucros não pode valer tudo. Uma empresa que se afirma como detentora de responsabilidade social não pode destruir postos de trabalho com direitos e empurrar 70 famílias para situações de complexidade financeira e social”, diz Rui Aldeano, coordenador da União de Sindicatos de Santarém.

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