Sociedade | 21-11-2015 00:39

Insalubridade e criminalidade no centro de Alhandra revoltam moradores

Insalubridade e criminalidade no centro de Alhandra revoltam moradores

Prédio inacabado é uma vergonha e em dez anos ainda ninguém resolveu o problema.

O esqueleto e estaleiro de obras de um prédio inacabado no centro de Alhandra está a propiciar o consumo de droga no local, excesso de ratazanas e cobras e um ambiente insalubre que está a revoltar os moradores.O local é uma vergonha e só vendo de perto se percebe quanta porcaria tem de desaparecer para os moradores poderem viver com qualidade. Os residentes da zona não se conformam com o estado de abandono, já que a construção parou há mais de uma década e em todo este tempo ninguém mexeu um tijolo para resolver a situação. As queixas para a câmara e para a junta sucedem-se. Quando Mário Cantiga tomou posse como presidente da junta, um grupo de moradores exigiu-lhe que resolvesse o problema. Mas o autarca está limitado pela lei e não pode actuar. Minimiza como pode e já encaminhou várias vezes o assunto para a câmara mas nada se resolve.Mário Carvalho, morador da zona, abre a porta de uma das varandas do prédio onde mora a O MIRANTE e o cenário é assustador. Tem um estaleiro de obras mesmo em frente e já teve de comprar um gradeamento para evitar que os toxicodependentes e outros vândalos lhe entrem em casa. Mesmo assim vive com medo. “Já reclamo desta situação desde o tempo da Maria da Luz Rosinha e nada tem sido feito. Alhandra morreu, ninguém quer saber de nós”, lamenta. Mário já perdeu a conta às queixas que fez sobre o assunto.O vizinho, João Cardoso, não hesita em classificar o “mamarracho” de um perigo para a saúde pública e admite recorrer ao Provedor de Justiça. “Anda toda a gente no jogo do empurra. Vi este prédio começar a ser construído, depois foi embargado por não ter as medidas correctas. Foi vendido umas três vezes e acabou nisto”, lamenta. Mesmo em frente ao esqueleto de cimento há uma pequena casa, o nº16, que está abandonada e que tem servido de urinol público. “Esta zona é uma desgraça”, acusa.* Notícia desenvolvida na edição semanal de O MIRANTE

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