Sociedade | 21-11-2015 00:44

"Sonham que há ouro no terreno do Campo das Pratas"

"Sonham que há ouro no terreno do Campo das Pratas"

Vasco Cunha lamenta todo o processo que envolve o Sport Lisboa e Cartaxo e o Campo das Pratas e diz que alguém quer ganhar o totoloto dos cartaxeiros.

O vereador do PSD da Câmara Municipal do Cartaxo e antigo dirigente do Sport Lisboa e Cartaxo (SLC), Vasco Cunha, vê todo o processo que envolve o clube e o proprietário do Campo das Pratas com "tristeza e desapontamento". Acredita que Manuel Marques, o proprietário do terreno, está a defender os seus direitos mas também considera que o mesmo está a ser "mal aconselhado". "Tenho muitas dúvidas sobre quem o aconselha, provavelmente com ganância, por aproveitamento material ou desejo de protagonismo. Deve haver por ali alguém que acha que vai ganhar o totoloto à custa do proprietário do Campo das Pratas e que sonha que ali há ouro", afirma em entrevista a O MIRANTE.Desde o início deste litígio entre o município e o proprietário do terreno que Vasco Cunha defende que a "única solução" é a expropriação. O autarca justifica esta solução com o facto do Campo das Pratas ter uma avaliação patrimonial entre os 40 mil e os 50 mil euros. No entanto, a Câmara do Cartaxo já pagou mais de 20 mil euros dos quase 50 mil que o tribunal mandou pagar por rendas em atraso nos últimos anos. Além disso, refere o vereador, a câmara tem outra avaliação que aponta para cerca de 90 mil euros como valor-referência indemnizatório no caso da expropriação."Pergunto-me se aquele pedaço de terreno, onde já existe um investimento de mais de um milhão e meio de euros tem outra solução que não seja a sua entrega ao domínio do interesse público e municipal. O Campo das Pratas remunerou o seu proprietário em milhares de euros nos últimos anos como nenhuma outra propriedade do Cartaxo o fez. Será que o Campo das Pratas tem minas de ouro para se continuar a pagar tudo isto, quando o valor patrimonial é de 40 a 50 mil euros", questiona em jeito de critica.Vasco Cunha considera que não há nenhum atleta ou encarregado de educação que esteja satisfeito com a solução que actualmente obriga os jovens jogadores a terem que se deslocar a Vila Nova de São Pedro, no concelho de Azambuja, várias vezes por semana para treinarem. "Nada temos contra quem nos tem recebido mas é uma solução que não agrada", refere.* Notícia desenvolvida na edição semanal de O MIRANTE

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