Sociedade | 23-11-2015 13:46

GNR detido em Almeirim por corrupção condenado em pena suspensa

O militar da GNR detido no ano passado em Almeirim, por suspeitas de corrupção, foi condenado a quatro anos de prisão com pena suspensa por igual período. A suspensão da pena está condicionada à obrigação do guarda, com mais de 20 anos de serviço e uma folha limpa até agora, pagar uma indemnização de 10.500 euros à queixosa. Após a leitura do acórdão, esta segunda-feira, o advogado do arguido referiu a O MIRANTE que vai recorrer da decisão para a Relação de Évora. Segundo o advogado Adriano Nazareth Barbosa, que representa o militar, o recurso vai incidir, na questão penal, sobre o facto de o arguido ter sido condenado por corrupção passiva quando no processo não estava nenhum acusado de corrupção activa, ou seja, quem deu o dinheiro. Segundo o advogado Adriano Nazareth Barbosa, que representa o militar, o recurso vai incidir, na questão penal, sobre o facto de o arguido ter sido condenado por corrupção passiva quando no processo não estava nenhum acusado de corrupção activa, ou seja, quem deu o dinheiro. Na questão da indemnização, o advogado questiona o facto de a queixosa no início do processo ter dito que tinha entregado dois mil euros ao guarda e, após o arguido ter sido ouvido em interrogatório, vir afirmar, em Setembro, cinco meses depois da queixa, que afinal eram 10 mil euros. Os 10 mil euros constavam de um extracto da conta do arguido. No julgamento, o guarda afirmou que o dinheiro lhe tinha sido dado por uma amiga, que tinha ganho um concurso de televisão e que decidiu ajudá-lo, porque a esposa estava com problemas de saúde. A versão foi corroborada pela amiga do GNR e o colectivo de juízes, no acórdão, deu o depoimento como válido mas acabou por determinar o pagamento desta quantia à queixosa. A versão foi corroborada pela amiga do GNR e o colectivo de juízes, no acórdão, deu o depoimento como válido mas acabou por determinar o pagamento desta quantia à queixosa. O militar, que prestava serviço no Núcleo de Investigação Criminal de Santarém, foi acusado pelo Ministério Público (MP) de pedir quantias em dinheiro a uma mulher de Almeirim que se tinha queixado do companheiro da filha, por suspeitar que este traficava droga. Em julgamento, o arguido referiu que a queixosa agiu como um "agente provocador" e que foi esta que insistiu muito para que ficasse com o dinheiro, porque poderia precisar para a doença oncológica da esposa. O militar acrescentou que pretendia devolver o dinheiro, e que só o aceitou porque já "não a conseguia ouvir mais e estava farto da insistência dela". * NOTÍCIA DESENVOLVIDA NA EDIÇÃO SEMANAL NA QUINTA-FEIRA

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