Sociedade | 29-11-2015 00:50

Sinal fraco deixa moradores de A-dos-Loucos sem televisão

Três anos depois da introdução do sinal digital ainda há problemas.

Três anos depois da implantação da Televisão Digital Terrestre (TDT) ainda há gente que continua a não conseguir ver imagens em condições. É o que acontece, por exemplo, em algumas aldeias da união de freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz, no concelho de Vila Franca de Xira.Na aldeia de A-dos-Loucos, por exemplo, o problema é sentido. No Casal do Álamo a situação é ainda pior e praticamente nenhum dos quase vinte moradores consegue ver televisão. Vários moradores já reclamaram da situação mas lamentam que o problema se arraste, há mais de um ano, sem solução. “Quando a TDT apareceu via-se bem, sem problema, mas há pouco mais de seis meses começou a ver-se tudo com interferências. Hoje em dia só vemos um écran azul”, lamenta Rodrigo Santos, morador a O MIRANTE.Outros moradores, depois de investirem em novos descodificadores e televisões – sem com isso conseguirem resolver o problema – decidiram passar para a televisão por cabo, mais onerosa e de pagamento obrigatório. “Atirámos a toalha ao chão, saímos prejudicados de tudo isto”, critica outro residente.As queixas chegaram também à última reunião pública de câmara, realizada precisamente em A-dos-Loucos, onde a vereadora Ana Paula Bayer (Coligação Novo Rumo), defendeu que os moradores da zona merecem “um acesso em condições ao sinal de televisão” em condições de “igualdade” para com o resto do concelho.Quem também conhece as queixas é o presidente da câmara, Alberto Mesquita (PS), que explicou que, com a passagem para a TDT, “muita gente ficou pior servida” no concelho e garantiu que a câmara se tem mantido em contacto com as entidades competentes para que o assunto possa ser resolvido. “Temos zonas do nosso concelho em que o sinal é muito fraco ou até mesmo inexistente. Só podemos alertar e é isso que temos feito”, explicou.A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) tem acompanhado a situação no concelho, onde outras localidades, como a Póvoa de Santa Iria, especialmente na zona histórica, têm sofrido problemas semelhantes por estarem nas chamadas “zonas sombra” do sinal. A ANACOM recomenda aos utilizadores afectados que formalizem uma queixa, incluindo factos concretos das anomalias, como as horas a que se verificam, em que morada e com que tipo de equipamento, para que possam ser analisadas e possivelmente resolvidas.

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