Sociedade | 06-03-2016 00:35

Estrada sem passeio em Aveiras de Cima é zona de risco para peões

Residentes garantem que os sustos na zona são frequentes.

A falta de um passeio na Estrada Nacional 366 entre o centro da vila de Aveiras de Cima, Azambuja, e a biblioteca e a igreja da localidade, obriga os moradores a caminhar pela estrada à mercê dos automóveis que circulam em excesso de velocidade. Quem ali vive garante que os sustos são frequentes e há mesmo quem admita que só não há atropelamentos frequentes por puro acaso. Para complicar ainda mais as coisas, este é o único acesso existente, pelo que os moradores da freguesia só têm duas hipóteses: ou arriscam caminhar na estrada ou ficam em casa. O problema já está por resolver há mais de uma década, quando começou a ser construído no local um centro comercial que obrigou a vedar o terreno com tapumes até ao alcatrão e acabou com o caminho que a população usava para passar longe da estrada. Afinal a obra parou, os tapumes ficaram e os moradores desde então que arriscam sempre que ali precisam de passar.Os autarcas locais dizem-se cansados de apelar à Infraestruturas de Portugal para arranjar solução para o problema. António Torrão, presidente da Junta de Freguesia de Aveiras de Cima, explica a O MIRANTE que o problema é de urgente resolução e que os dias mais complicados são os domingos, por causa da missa, e nos dias em que há funerais. "Ainda agora as coisas estão melhores desde que proibiram os camiões de circular dentro de Aveiras. Mas é um troço com muito movimento, muito perigoso, não há espaço", lamenta António Torrão. O autarca diz que uma solução no imediato poderia passar por conseguir recuar os taipais de obra ali existentes, permitindo que a população usasse a berma da estrada para circular em segurança. "O ideal seria construir-se já o passeio, independentemente da obra que um dia se viesse a fazer ali", defende.Para Alberto Almeida, morador da vila, é "uma vergonha" que os residentes tenham de "arriscar a vida" sempre que precisam de ir à igreja ou à biblioteca. "Atravessar este estreito é um perigo. Ainda por cima a maioria das pessoas já tem idade e quem anda aqui de carro não respeita nada nem ninguém", critica. Na opinião de Filomena Sousa, moradora, o problema poderia ser minimizado com umas lombas redutoras de velocidade antes do local. "Andam sempre aqui a abrir e ao menos assim obrigavam os carros a reduzir a velocidade. Infelizmente a nossa câmara está entregue a gente que não nos liga nenhuma", critica. A Câmara de Azambuja diz que não pode intervir naquela estrada por se tratar de uma via nacional, da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal.O MIRANTE contactou a Infraestruturas de Portugal sobre este assunto mas nenhuma resposta nos foi enviada até à data de fecho desta edição.

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