Sociedade | 08-03-2016 17:26

Análises revelam não existir amianto na Segurança Social de Vila Franca de Xira

A análise feita pelo Instituto Ricardo Jorge nas instalações da Segurança Social de Vila Franca de Xira revelou que não existem materiais contendo amianto ou qualquer outro material que, patologicamente, indicie “propensão para despoletar quaisquer efeitos cancerígenos nos trabalhadores e utentes” daquela unidade.A revelação foi feita pela própria Segurança Social, que já tinha avisado que só mudaria de instalações caso as análises detectassem amianto. Por isso, informou que já adjudicou um conjunto de obras e trabalhos de melhoramento das actuais instalações, sobretudo nos aparelhos de tratamento de ar, eliminação de excesso de papel, substituição de tectos falsos, pintura de paredes e reparação de partes degradadas do chão, estando previsto o início das obras durante este mês.“Parte desses trabalhos vão decorrer em zona exterior do edifício, pelo que se prevê um impacto residual no trabalho do serviço local, possibilitando aos seus utentes a utilização deste espaço, apenas com condicionalismos mínimos”, explica a Segurança Social, garantindo que continua atenta à defesa das condições de trabalho dos funcionários e utentes das instalações de Vila Franca de Xira.Alcides Teles, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, diz a O MIRANTE ficar satisfeito com o facto das análises não detectarem amianto, mas garante que a luta vai continuar. “As pessoas continuam a não ter condições naquele espaço e por isso vamos continuar a lutar pela mudança para instalações mais dignas”, garante. Para dia 17 deste mês está prevista uma concentração dos trabalhadores à porta da Câmara de Vila Franca de Xira, onde vão reivindicar por melhores condições. Os trabalhadores daquela unidade vão também paralisar todos os dias na primeira hora de serviço, em plenário, à porta das instalações, suspeitas de terem causado mais de uma dezena de problemas oncológicos e respiratórios nos funcionários ao longo dos anos. A paralisação diária de uma hora vai afectar centenas de utentes dos concelhos de Azambuja, Alenquer, Arruda dos Vinhos e Vila Franca de Xira. Trabalham naquele espaço 45 pessoas.Recorde-se que na terça-feira, 1 de Março, os funcionários daquela unidade realizaram greve por terem chegado "ao seu limite". As antigas instalações do Hospital de Vila Franca de Xira chegaram a ser apontadas como possível local para acolher os serviços daquela unidade.

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