Sociedade | 26-03-2016 01:37

Acolhimento de refugiados em Vaqueiros dá que falar na Câmara de Santarém

Os refugiados sírios que foram acolhidos pela Câmara de Santarém numa habitação municipal na aldeia de Vaqueiros foram bem acolhidos pela comunidade e estão a lidar bem com as novas rotinas. A garantia foi dada pelo presidente do município, Ricardo Gonçalves (PSD), na última reunião do executivo, após ter sido confrontado com algumas questões pelo vereador da CDU Jorge Luís Oliveira, que diz ter recebido alertas de pessoas de Vaqueiros de que nem tudo estaria a correr pelo melhor.Jorge Luís diz que lhe transmitiram que o adulto que acompanha os quatro menores sírios só teve tradutor de árabe no primeiro dia e que, embora fale inglês, tem tido alguma dificuldade em fazer-se entender. Ainda segundo o que contaram ao vereador da CDU, o homem sente-se muito isolado porque não tem ocupação durante o dia, quando as crianças estão na escola, perguntando se esse cidadão sírio não poderia frequentar cursos ou acções que ajudassem à sua integração.Foi ainda apontada a necessidade de mais mobiliário na casa que foi cedida à família, nomeadamente para guardar roupa, e a inexistência de Internet na habitação. "Está tudo a ser feito no sentido de melhorar a integração desta família?", questionou Jorge Luís.Na resposta, o presidente da câmara mostrou-se algo agastado com as observações ouvidas. "Parece que aquilo está desprovido de tudo!", declarou Ricardo Gonçalves, revelando que a Santa Casa da Misericórdia de Pernes e a União de Freguesias de Casével e Vaqueiros têm estado a ajudar naquilo que é preciso. "Se for necessário, vai lá colocar-se mais mobiliário", declarou. Refira-se que a casa foi equipada com móveis e electrodomésticos cedidos por empresas do concelho.Ricardo Gonçalves revelou ainda que técnicos de Acção Social da autarquia garantiram que a família foi bem acolhida e integrada e afirmou-se "descansado" quanto a esse aspecto. Mas admitiu que há sempre aspectos que podem ser melhorados.Antes, a vereadora Inês Barroso já tinha informado que os quatro menores já se encontram a frequentar o sistema de ensino público, dois em Casével e dois em Pernes, estando a ser acompanhados ao longo do dia por tutores que o agrupamento de escolas nomeou para o efeito.

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