Sociedade | 27-03-2016 14:18

Problemática dos idosos deve ser prioridade nacional

Problemática dos idosos deve ser prioridade nacional

Associação de Bem-Estar Infantil de Vialonga tem nova direcção desde Janeiro

O aumento da população idosa no concelho de Vila Franca de Xira e sobretudo em Vialonga, onde não há respostas à altura das necessidades, deve merecer da parte do poder central uma discussão aprofundada e séria. Sobretudo no que toca ao financiamento a novos projectos nessa área. A opinião é de Vasco Matos, novo presidente da ABEIV _ Associação de Bem Estar Infantil de Vialonga, associação que tem desde Janeiro novos corpos sociais."A discussão da problemática dos idosos e das respostas que devem ser postas em prática deve ser uma prioridade no país. O envelhecimento da população vai agravar-se e tem de haver um olhar sério sobre isto. Estamos numa freguesia onde há bastantes idosos e poucas respostas", lamenta o dirigente. Actualmente a ABEIV é das poucas associações da freguesia a apoiar a população mais velha, quer no apoio domiciliário quer no centro de convívio. Mas a falta de um lar ou outra resposta integrada continua a ser um ponto negro naquela comunidade. A ABEIV tem um projecto feito e terreno reservado para um centro integrado de idosos, mas falta o financiamento. São necessários, segundo a estimativa do dirigente, 3 milhões de euros para avançar com a obra."Somos uma freguesia que não tem um lar para os nossos idosos. Trabalhamos com cerca de 200 em apoio domiciliário e no centro de convívio, mas são apenas iniciativas para afastar a institucionalização dos idosos, não são uma resposta plena. Este problema é sentido pela comunidade e há muitos anos que perseguimos o sonho de avançar com o lar de idosos", explica o responsável. A associação candidatou-se a vários fundos comunitários mas nunca conseguiu que a obra fosse elegível para financiamento. "A região de Lisboa e Vale do Tejo não é considerada zona prioritária para nenhum quadro europeu de apoio nesta área. Isso é errado, é aqui na zona de Lisboa que se concentra a maioria da população e aqui é que estão os problemas. Ao mesmo tempo o lar seria uma boa maneira de salvaguardar postos de trabalho. Aquele equipamento tinha previsto 60 camas, ia encher-se num ápice e ainda ficava gente em fila de espera. O Estado precisa de olhar para a terceira idade", refere.

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