Sociedade | 14-04-2016 00:03

Médico manda deitar dedo de ferido para o lixo

Paulo Faustino
O funcionário de uma empresa de calçadas que sofreu a amputação do dedo médio da mão direita num acidente de trabalho, numa pedreira em Alcanede, Santarém, está revoltado com o facto de o médico das urgências do Hospital Distrital de Santarém ter mandado os bombeiros deitarem o dedo para o lixo. Paulo Faustino, 49 anos, não gostou de ouvir a indicação do médico à sua frente, considerando que este nem lhe tinha visto ainda a mão. O operário da Jocalçadas diz que não sabia na altura se era possível a recuperação do órgão e que isso o chocou. O administrador do hospital, José Josué, garante que não havia hipótese de recuperar o dedo mas admite que a expressão "deite no lixo" possa ter chocado.Paulo Faustino entrou nas urgências do hospital na terça-feira, 5 de Abril, com a mão esmagada por um balde metálico de transporte de pedra de uma máquina. No acidente o operário ficou com o dedo amputado e os Bombeiros de Alcanede, que o socorreram, colocaram o órgão em soro e num recipiente com gelo, transportando-o junto com o ferido para o hospital. Quando Paulo foi visto pelo médico, conta, este mandou o bombeiro atirar o dedo para o balde do lixo que estava na sala. "O bombeiro ficou perplexo e ainda perguntou ao médico se era mesmo para deitar o dedo no lixo", recorda o trabalhador.* Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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