Sociedade | 02-05-2016 13:47

Grupo de cidadãos quer salvar Teatro Rosa Damasceno

Grupo de cidadãos quer salvar Teatro Rosa Damasceno
SANTARÉM

Sessão pública marcada para domingo prepara ocupação pacífica do imóvel devoluto e em ruínas durante três dias em Junho.

Salvar o Teatro Rosa Damasceno, imóvel histórico de Santarém propriedade de uma empresa e actualmente em ruínas, é o mote de um grupo que está a preparar a ocupação pacífica do espaço nos dias 17, 18 e 19 de Junho. Antes disso, já no domingo, 8 de Maio, vai realizar-se uma sessão pública de debate, pelas 16h00, no auditório do Museu Distrital de Santarém, intitulada "Que fazer com esta ruína?".

Uma sessão que, segundo divulga José Raimundo Noras, um dos organizadores, tem previstas as presenças de um bisneto do arquitecto Amílcar Pinto (autor do imóvel), do arquitecto Rodrigo Pessoa da Costa, do fotógrafo e autor Gastão Brito e Silva, da urbanista Diana Silva, do jornalista Renato Teixeira, do arquitecto Tiago Soares, do programador/encenador Pedro Barreiro e da professora Margarida Gabriel, entre outros. O encontro é organizado por um grupo de cidadãos.

Na sessão da Assembleia Municipal de Santarém de sexta-feira, 29 de Abril, o presidente da câmara, Ricardo Gonçalves (PSD), revelou que tem havido contactos com o grupo Enfis, proprietário do espaço, no sentido de uma eventual permuta daquele edifício por imóveis do município. O autarca não sabe se as negociações chegarão a bom termo e se haverá, posteriormente, fundos comunitários que permitam a recuperação do imóvel, mas sublinhou que gostaria de passar para a posse municipal quer o teatro quer os terrenos que se encontram em frente.

O teatro, situado no centro histórico de Santarém, prócimo da Torres das Cabaças e da igreja de São João do Alporão, foi durante muitos anos pertença do Club de Santarém, que em 2004 o vendeu ao grupo Enfis, que pretendia remodelá-lo, adaptando-o para outros fins, nomeadamente para comércio e serviços, incluindo uma zona de restauração. O negócio foi alvo de contestação por parte da Câmara de Santarém e de outras entidades, desagradadas com a possível mudança de finalidade do histórico imóvel. Em 2007, um incêndio consumiu o interior do edifício, acentuando os sinais de degradação que já eram visíveis.

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