Sociedade | 31-05-2016 20:32

Ferraz da Costa pediu ao presidente da AIP uma agenda de crescimento para Portugal

Ferraz da Costa pediu ao presidente da AIP uma agenda de crescimento para Portugal
AIP

Pedro Ferraz da Costa pediu a José Eduardo Carvalho que, como presidente da AIP, mobilize os empresários para mudar a política de prejuízo que se vive em Portugal desde as últimas três décadas.

O Presidente da Assembleia Geral da Associação Industrial Portuguesa (Câmara de Comércio e Indústria (AIP/CCI), Pedro Ferraz da Costa, pediu ao presidente da Direcção, José Eduardo Carvalho, que crie a curto prazo uma agenda de crescimento para o país. "As empresas são as únicas entidades que poderão conseguir esse milagre para Portugal. Desde a nossa entrada na União Europeia que vivemos de subsídios e de fundos comunitários mas sempre com prejuízo. Está na hora de mobilizar as empresas e os empresários e sensibilizar a opinião pública para a necessidade de exigir mais da classe política”, disse, no final da Assembleia-Geral da associação que reuniu para, entre outros assuntos, aprovar as contas do ano de 2015.

Ferraz da Costa aproveitou a tribuna e a plateia de empresários que compareceram na Assembleia-Geral para se questionar sobre o futuro do país ao nível da criação de novos empregos num mundo que está em permanente mudança. “Ninguém se questiona sobre a nossa falta de rumo, a incapacidade para nos governarmos. Não vai haver uma catástrofe a curto prazo mas daqui a um tempo vamos sentir profundamente esta falta de capacidade politica para nos orientarmos, num mundo em permanente competição e conflito”, adiantou.

Na assembleia geral onde deu conta dos resultados do primeiro ano do seu segundo mandato como presidente da direcção, José Eduardo Carvalho anunciou números na ordem dos 4 milhões de euros na redução de despesas com funcionários, enquanto só no exercício do ano passado os custos da associação baixaram cerca de 20%.

A consolidação da dívida da AIP/CCI já é uma realidade. José Eduardo Carvalho anunciou o acordo com cerca de uma centena de fornecedores salientando o facto de apenas um deles não ter aceitado as condições que a associação propôs.

No balanço deste primeiro ano do novo mandato o presidente da direcção anunciou que cerca de 40% da nova estrutura accionista são novos associados, e que a nova forma de organização da equipa de trabalho da AIP/CCI permitiu libertar espaço no edifício que vai servir para alugar e aumentar as receitas da associação.

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