Sociedade | 04-11-2016 18:00

Benavente baixa IMI em 2017 mas oposição vota contra o orçamento

PS e PSD dizem que falta ambição e estratégia na gestão do município liderado pela CDU.

A Câmara de Benavente aprovou na segunda-feira o orçamento para 2017 onde está prevista a redução do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) de 0,37% para 0,35%. Essa medida foi proposta pelo PS na reunião extraordinária de 27 de Outubro, no entanto tanto os socialistas como o PSD acabaram por votar contra o orçamento do município para 2017, que foi aprovado apenas pela maioria da CDU.

O Partido Socialista tinha também proposta a isenção da Derrama para as empresas com volume de negócio até aos 150 mil euros, a redução dos 5% da participação variável do IRS (Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Singulares), a construção de ciclovias em Samora Correia e Benavente, a construção de piscinas ao ar livre no exterior das actuais piscinas municipais e a construção de um pavilhão multiusos.

No entanto o presidente Carlos Coutinho (CDU) referiu que tais medidas não eram exequíveis neste orçamento.

"Em 2008 já procurávamos um pavilhão multiusos, em Samora Correia, mas custa três milhões de euros. Sem fundos comunitários como vamos conseguir tratar disso? Não foi possível e não está neste ciclo de investimentos. Quanto às piscinas municipais, são espaços com mais de 20 anos, só têm um tanque de compensação e requerem uma intervenção muito profunda. Não é neste orçamento que o vamos fazer", indicou Carlos Coutinho.

Já o vereador do PSD, Ricardo Oliveira, justificou o voto contra pela falta de ambição e de estratégia da CDU. "Senhor presidente, permita-me dizer-lhe que a sua gestão foi e está a ser uma verdadeira desilusão para a grande maioria dos nossos munícipes. Ao analisarmos o presente Orçamento, que vem na senda dos últimos três, ficamos com a certeza de que estamos perante uma gestão que tem medo da inovação, do progresso, e não tem qualquer ambição para o futuro. Infelizmente não há nestes documentos qualquer planeamento a 10 ou 15 anos. Pura e simplesmente, o presidente não tem uma estratégia definida para o nosso município e vive os dias à espera que lhe apareçam privados com projectos interessantes", disse o autarca social-democrata.

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