Sociedade | 19-11-2016 16:36

Moradores de Alfange à espera que seja desta que chegam as obras

Moradores de Alfange à espera que seja desta que chegam as obras
SANTARÉM

Câmara de Santarém prevê investir perto de um milhão de euros na habitação social e na requalificação do espaço público desse bairro junto ao Tejo.

"No Brasil há favelas mais bonitas do que Alfange". O desabafo é de Patrícia Sousa, uma moradora do bairro Calouste Gulbenkian, em Alfange, que, tal como outros residentes, se queixa da falta de manutenção nos prédios por parte da Câmara de Santarém, proprietária dos imóveis. As casas já não são pintadas há muitos anos, há varandas rachadas, problemas nas instalações eléctricas e nas canalizações, entre outras anomalias habituais em construções já com algumas dezenas de anos. E há também queixas relativamente à recolha de lixo, que por vezes está alguns dias sem ser feita.

Os moradores, que pagam rendas relativamente baixas mas que ainda assim foram aumentadas substancialmente nos últimos anos, dizem que o município tem ignorado os seus apelos para dar mais atenção à conservação do bairro que lhe pertence. Patrícia Sousa vive ali há 40 anos e diz que se não fosse o empenho dos residentes a situação ainda estaria pior naquele aglomerado urbano junto ao Tejo. Ela e o companheiro, por exemplo, ajudaram a limpar e caiar o recinto polidesportivo descoberto que ali existe. "Tirámos mais de 40 sacos de folhas", conta, "e isso não nos cabia a nós".

A Câmara de Santarém reconhece os problemas existentes em Alfange e é nesse sentido que pretende inverter o actual cenário com a ajuda de fundos comunitários. O Plano de Acção Integrado para as Comunidades Desfavorecidas aprovado pela autarquia prevê, já a partir de 2017, obras de reabilitação do bairro de habitação social de Alfange no valor de 500 mil euros.

* Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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