Sociedade | 13-01-2017 12:44

Juízes crêem que jovem que quis atropelar comandante da GNR ainda pode recuperar-se

Juízes crêem que jovem que quis atropelar comandante da GNR ainda pode recuperar-se

Pena suspensa para o assaltante de 26 anos, que já tem 14 condenações por condução sem carta e furtos

Os juízes da Central Criminal de Santarém decidiram suspender a pena de quatro anos e três meses de prisão ao assaltante que há três anos tentou atropelar o Comandante da GNR de Almeirim, por acreditarem que este ainda pode reinserir-se na sociedade e ganhar hábitos de trabalho, que nunca teve.

O tribunal condenou o arguido, Paulo Seabra, de 26 anos, que reside num acampamento na Zona Industrial de Almeirim, a submeter-se a um programa de reinserção social a definir pela Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) durante os quatro anos e três meses para beneficiar da suspensão da pena. Se não se sujeitar ao definido pela DGRSP terá de cumprir a prisão.

Apesar de já ter 11 condenações em 15 crimes de condução sem carta e três condenações por furto qualificado, os juízes acreditam que o arguido, que à data dos factos tinha 22 anos, ainda pode organizar a sua vida e tomar consciência dos seus comportamentos.

Os factos pelos quais foi agora condenado remontam a 24 de Maio de 2013 e começam com um assalto a uma residência, onde roubou dois fios de ouro à dona da casa, que foi abrir a porta. No mesmo dia, às 19h10, o suspeito foi detectado a conduzir um carro na Estrada Nacional 114, perto da zona industrial da cidade.

A patrulha posicionou o carro da Guarda no meio da faixa de rodagem para obstruir a passagem do suspeito e o comandante do posto, Cláudio Pereira, saiu da viatura e gritou para o assaltante parar o carro. Mas este engrenou a marcha-atrás para fugir. Nessa altura o comandante conseguiu meter o braço pela janela do carro conduzido pelo arguido para o tentar imobilizar, o que não conseguiu.

Ao ver que o sargento da Guarda tinha o braço dentro do carro para tentar controlar o volante, o arguido começou a acelerar ainda mais e a fazer peões com o objectivo de atropelar o comandante, que teve de se atirar para a vegetação na berma da estrada para não ser atingido pela viatura. O arguido, segundo o acórdão, também não se intimidou com os disparos de intimidação, feitos para o ar por dois militares da Guarda e continuou a acelerar.

Na fuga acabou por embater com um carro que seguia em sentido contrário e ainda encetou uma fuga a pé mas acabou por ser detido.

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