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Sociedade | 28-03-2017 17:39
Credores decidem fechar Museu da Vida de Cristo em Fátima
Património vai ser vendido conforme foi decidido na Assembleia de Credores.

A assembleia de credores da Vida de Cristo, Parques Temáticos, dona do Museu da Vida de Cristo, em Fátima, determinou esta terça-feira, 28 de Março, na Secção de Comércio da Comarca de Santarém, o encerramento da actividade e a venda dos activos da empresa.

A decisão, que apenas contou com o voto contra do representante dos trabalhadores, foi tomada por três dos credores, ficando a comissão de credores, que tem agora um prazo de 180 dias para proceder à liquidação do activo, a ser presidida pela Caixa Geral de Depósitos, principal credora (3,6 milhões de euros dos 6,1 milhões em dívida).

A sentença de insolvência foi proferida no dia 30 de Janeiro, numa audiência em que a empresa desistiu da oposição que havia apresentado meses antes, pedindo que lhe fosse concedida a administração da massa insolvente e comprometendo-se a apresentar, em 30 dias, um plano de insolvência que permitisse a continuidade da exploração.

Gorada essa possibilidade, na assembleia de hoje a administração da massa insolvente passou para a administradora de insolvência.

A empresa já havia tentado implementar um Processo Especial de Revitalização (PER), mas, na votação realizada em Novembro de 2016, também não obteve a aprovação da totalidade dos credores, nomeadamente da CGD.

Os activos incluem os dois pisos do museu e ainda 14 lojas no Porticus Galerias, quatro arrecadações na cave e dois pisos de estacionamento em cave (100 lugares), tendo a administradora de insolvência alertado hoje para o facto de duas fracções não terem sido licenciadas, estando por isso “clandestinas”, o que pode ser extensível a todo o prédio, “contaminando as verbas dos bens imóveis inventariados”.

A funcionar desde 2010, e actualmente com cerca de oito trabalhadores, o Museu da Vida de Cristo ocupa uma área de 4.000 metros quadrados e tem um acervo de 210 figuras de cera, vestidas com roupas feitas com tecidos fabricados na zona da Sertã em teares manuais de artesãs portuguesas, segundo a descrição constante do processo.

O museu apresenta 33 cenas, realizadas por empresas portuguesas a partir de estudos sancionados pelo Santuário de Fátima, que acompanhou o processo e elogiou o projecto cenográfico de Moniz Ribeiro e João Quintão, acrescenta.

Referindo a tendência de crescimento do turismo religioso desde 2015, a Vida de Cristo afirma que o museu foi considerado o terceiro melhor museu de cera do mundo por Tony Julius, director da empresa londrina que fabricou as figuras de cera e ex-colaborador do Museu Madame Tussaud.

Entre as razões invocadas para a situação em que se encontra o museu, os proprietários referem a redução do número de visitantes, de 80.000 em 2010 para 38.000 em 2015 e 2016, mostrando “a verdadeira dimensão da crise” que afectou o país e Fátima.

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