Sociedade | 06-04-2017 01:04

Mulher do ex-chefe de gabinete de Ourém envolvida no caso dos pagamentos a treinador

Mulher do ex-chefe de gabinete de Ourém envolvida no caso dos pagamentos a treinador
Paulo Fonseca, João Heitor, Pedro Henriques, José Alho e Rui Vital

Treinador de futsal recebia ordenado como se fosse vigilante da escola dirigida pela companheira de João Heitor.

Os autarcas de Ourém acusados de montarem um esquema para pagarem o ordenado de um treinador de futsal do clube da Freixianda com dinheiro público, usaram o agrupamento de escolas que era dirigido na altura pela companheira do chefe de gabinete do presidente da câmara, também envolvido no esquema.

O treinador Pedro Henriques, que tinha passado pelo Sporting e Benfica, fazia de conta que era vigilante no Agrupamento de Escolas da Freixianda, para receber um ordenado por outras funções, a de técnico do clube, através da empresa municipal OurémViva, financiada pela câmara, que tinha um protocolo com as escolas do concelho para contratar e gerir funcionários não docentes.

O Ministério Público, que investigou o caso através do Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra, concluiu que o presidente da câmara, Paulo Fonseca, o então presidente da OurémViva e vice-presidente da câmara, José Alho, e João Heitor, que era chefe de gabinete de Paulo Fonseca, decidiram que a melhor forma de pagar ao treinador, "sem levantar grandes suspeitas", passaria pela contratação fictícia de Pedro Henriques.

Refere a acusação do Ministério Público que a ideia era o treinador ser contratado para uma vaga que surgisse numa escola, "numa tentativa de disfarçar o mais possível o propósito de favorecer" o Grupo Desportivo da Freixianda, que tinha sido reactivado pelo presidente da junta local, com objectivos políticos.

* Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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