Sociedade | 23-04-2017 10:06

Um médico com uma vontade indomável de andar para a frente

Um médico com uma vontade indomável de andar para a frente

A criança com poliomielite não se resignou à doença e viria a tornar-se no médico José Manuel Nogueira, figura incontornável de Santarém.

A poliomielite diagnosticada aos dois anos de idade nunca foi um entrave à vida de José Manuel Nogueira, 87 anos, um dos médicos mais conhecidos e acarinhados de Santarém, que foi alvo de homenagem em mais uma sessão da Assembleia de Investigadores do Centro de Investigação Professor Joaquim Veríssimo Serrão, que decorreu na tarde de quinta-feira, 20 de Abril, no Convento de São Francisco, em Santarém.

Coube a João Pedro Nogueira, médico e filho mais velho de José Manuel Nogueira, falar sobre a vida do seu pai, que assistiu à sessão na primeira fila. “O nosso pai é um animador, optimista, sempre entusiasmado com a vida, conhece o lado positivo de tudo, gosta de festejar, é corajoso. É uma pessoa de muita energia e capacidade e com uma vontade indomável de andar para a frente e de nunca recuar”, afirmou João Pedro Nogueira com emoção.

Em criança, o pequeno José Manuel sempre que ia às consultas médicas a Lisboa, dizia que um dia ia ser médico. O médico que o seguia respondia-lhe, “com ar paternalista e incrédulo”, que para isso tinha que estudar muito e teria que conseguir entrar na faculdade. “Naquela época não bastava estudar muito e ir para a faculdade. Era também preciso ultrapassar todas as dificuldades que o peso da doença que o acompanhava desde os dois anos tinha. Se, naquela altura, esta doença era mais um sinónimo de conformismo, a verdade é que o nosso pai, pelo seu exemplo, mostrou sempre o contrário, ou seja, que a resignação não faz parte do seu vocabulário”, recordou João Pedro Nogueira.

José Manuel Nogueira nasceu a 26 de Dezembro de 1929 em Azóia de Baixo, concelho de Santarém, no seio de uma família de pequenos agricultores. Apesar de todas as dificuldades que existiam após a Segunda Guerra Mundial, os seus pais nunca “regatearam esforços” para dar a educação que sabiam ser fundamental para o futuro do filho.

* Reportagem completa na edição semanal de O MIRANTE.

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