Sociedade | 06-06-2017 13:25

Presidente do Entroncamento defende antecessor em privado e ataca-o em público

Presidente do Entroncamento defende antecessor em privado e ataca-o em público
O anterior presidente da Câmara do Entroncamento, Jaime Ramos

Câmara vai interpor providência cautelar para não devolver fundos comunitários.

O presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Jorge Faria (PS), defendeu a actuação do executivo anterior, liderado por Jaime Ramos (PSD), na abertura do concurso para a construção da Escola Ruy de Andrade, quando notificado para devolver mais de novecentos mil euros devido a pretensas "irregularidades" mas omitiu tal posição num comunicado emitido a 15 de Maio onde o acusa de "má gestão".

A posição dúplice do autarca socialista foi criticada pelo anterior presidente, Jaime Ramos, no decorrer de uma conferência de imprensa realizada esta manhã na sede do PSD, durante a qual o ex-autarca e candidato às eleições deste ano, distribuiu vária documentação solicitada à câmara, nomeadamente o contraditório à notificação do Mais Centro (entidade responsável pela gestão de fundos comunitários no anterior quadro de referência para a zona centro).

No ofício enviado em Abril de 2016 ao Mais Centro, contestando a acusação de maus procedimentos adoptados pelo executivo anterior na abertura do concurso para a construção da Escola Ruy de Andrade, é defendido não haver razões para a aplicação das correcções financeiras que tinham sido propostas pela Inspecção Geral de Finanças ao Mais Centro.

"Assim, caso venha a praticar o projecto de acto a que ora se responde - o que apenas se admite como mera hipótese académica - , tal acto estará inquinado com um vício de violação de lei (entendida como bloco de legalidade aplicável que inclui não apenas o CCP como as Directivas sobre a contratação pública e, nessa medida, impugnável nos termos gerais", pode ler-se nas conclusões da contestação da câmara, assinada por Jorge Faria.

Quando no dia 15 de Maio o autarca emitiu um comunicado sobre o assunto, esta posição não foi mencionada, tendo Jorge Faria preferido citar as conclusões do relatório da Inspecção Geral de Finanças que contestou e criticar a actuação do anterior executivo, afirmando que tinha tentado minimizar "as consequências da má gestão do executivo em 2012".

Jaime Ramos considera que no comunicado que emitiu em nome da câmara, Jorge Faria faz política partidária do PS com vista às eleições de Outubro deste ano. Acrescentou que está de acordo com a contestação que a câmara fez à notificação para devolver fundos comunitários.

"Estou disponível para lutar por todos nós e trabalhar todos os dias por uma decisão justa e que não penalize a cidade. É o Entroncamento que nos move e não a guerra política que alimenta Jorge Faria e o seu executivo", declarou.

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