Sociedade | 08-06-2017 00:01

Centros de resíduos perigosos da Chamusca com retorno de 17 milhões na economia

Centros de resíduos perigosos da Chamusca com retorno de 17 milhões na economia
Da esquerda para a direita: Filipe Serzedelo, António Lourena e Manuel Simões

Consórcios Ecodeal e Egeo Sisav apresentaram balanço dos nove anos de actividade.

Passados nove anos desde a inauguração dos dois Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos (CIRVER), explorados pelos consórcios Egeo Sisav e Ecodeal no EcoParque do Relvão, na Chamusca, a sua actividade resultou em ganhos de 17 milhões de euros para a região e o país.

Os números foram avançados na tarde desta quarta-feira, 7 de Junho, durante a apresentação do balanço dos últimos nove anos de actividade. Os 17 milhões de euros dizem respeito ao valor acrescentado bruto (como salários, impostos, contribuições e rendimentos) gerado pelo funcionamento dos dois centros. Nestes fazem parte, por exemplo, 2,3 milhões de euros em salários e 600 mil euros de contribuições directas para a Câmara da Chamusca. Foram gerados 310 empregos na zona. Os dois centros representam também actualmente 24 milhões de euros anuais em prestação de serviços.

“Na altura a Câmara da Chamusca registava uma dinâmica de empobrecimento e pouco emprego. A instalação dos dois CIRVER foi a oportunidade de dinamizar a região e a sua economia, o que foi conseguido, através não só dos empregos directos como também dos empregos indirectos em sectores específicos como os serviços, aumentando o consumo e acabando por ter impacto directo na geração de mais empregos”, avançou António Lourena, responsável pelo estudo da actividade destes centros nos últimos nove anos.

O investimento global nos dois CIRVER do EcoParque do Relvão já atingiu os 66 milhões de euros, mas tanto a Egeo Sisav como a Ecodeal admitem que os dois centros estão subutilizados face à sua capacidade instalada, valorizando ambos actualmente apenas metade da sua capacidade. Manuel Simões, director-geral da Ecodeal, explica que o atraso na publicação da lei dos solos contaminados, que torne imperativa uma adequada avaliação e encaminhamento dos resíduos para tratamento, agrava o problema.

* Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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