Sociedade | 09-06-2017 10:54

Empresa refuta acusações e mostra autorização para abate de sobreiros em Tomar

Empresa refuta acusações e mostra autorização para abate de sobreiros em Tomar

Associação ambientalista Quercus tinha denunciado alegado crime ambiental e pedido a intervenção das autoridades.

A empresa acusada pela Quercus de ter “destruído uma área de floresta mediterrânica” em Tomar refuta "liminarmente" qualquer abate ilegal de árvores, mostrando documentos que atestam a autorização para corte de sobreiros “decrépitos, doentes e secos”.

Michael Pereira, encarregado da Madeiras Afonso, disse à agência Lusa não compreender as acusações contidas no comunicado divulgado no dia 7 de Junho pela associação ambientalista, que, no seu entender, revelam desconhecimento e contradições, querendo a empresa promover uma reunião “com todas as partes”, incluindo com as entidades que autorizaram e verificaram o abate de árvores, por várias vezes, no terreno, situado em Porto de Cavaleiros, no concelho de Tomar.

Mostrando toda a documentação do processo, Michael Pereira afirmou que o abate de 55 sobreiros, “decrépitos, doentes e secos”, conforme atestado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), ocorreu dentro do prazo concedido (de 20 de Abril de 2016 a 20 de Abril de 2017), não tendo sido necessário o alargamento de seis meses que havia sido solicitado.

O responsável acrescentou que os trabalhos a que eventualmente a Quercus se refere respeitam à remoção da matéria orgânica “sobrantes”, a que a empresa está obrigada.

Segundo Michael Pereira, entre 29 de Maio e 2 de Junho, a empresa iniciou os trabalhos de abate e corte de eucalipto, para o qual não é necessária comunicação nem a obtenção de licenças.

A 31 de Maio, depois de recebida a devida autorização, foi iniciado “o corte do pinho, choupo, acácia e remoção de silvados, bem como a apanha e limpeza dos sobrantes do sobro que tinham ficado no terreno”.

“Durante esse período de tempo fomos abordados por equipas da GNR e pelo ICNF, às quais foi entregue a documentação solicitada. Ainda submetemos prazo de extensão de trabalhos, contudo, e pelas quantidades serem reduzidas, conseguimos concluir até ao dia 2 de Junho”, declarou.

O responsável da Madeiras Afonso, afirmou que os “trabalhos e limpezas” em curso visam “a remoção de carga térmica e matéria orgânica visto as áreas envolventes estarem povoadas e de existir um risco elevado de incêndio naquela zona”.

Quanto à declaração da Quercus de que “comprovou que no local estava uma escavadora giratória a arrancar os cepos dos sobreiros e medronheiros para destruir as provas do crime”, Michael Pereira assegura que tal “é impossível”, pois os cepos estão “todos no terreno e apenas foi efectuado destroçamento de pinho e eucalipto”.

Quanto ao apelo da Quercus para que não seja autorizada nesta área uma nova plantação de eucaliptos, afirmou que a possibilidade é colocar pinho, “visto ser o forte da empresa a transformação e tratamento dessa mesma madeira, tal como é possível verificar” pelo seu histórico. "Esta é uma empresa certificada. Temos o máximo cuidado e todo o interesse em esclarecer esta situação", afirmou.

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1329
    13-12-2017
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1329
    13-12-2017
    Capa Médio Tejo