Sociedade | 24-06-2017 12:02

Em Salvaterra há um santo que é lavado com vinho branco

Em Salvaterra há um santo que é lavado com vinho branco
Ivone Fonseca é uma das organizadoras do arraial no largo da capela

Este ano o arraial em honra de São Baco pôs populares e paróquia de candeias às avessas.

São muitos os devotos que todas as quartas-feiras se deslocam ao Convento de Jericó, em Salvaterra de Magos, para rezar a São Baco. É tradição neste templo religioso lavar-se a imagem do santo com vinho. Um costume que os populares e os responsáveis da paróquia não sabem como nem quando começou mas que continua a ser cumprida. “Todas as semanas um senhor de Benavente vem cá trazer um garrafão de vinho branco e continuamos a cumprir a tradição de lavar o São Baco com vinho”, garante Octávio Correia, funcionário da paróquia e responsável por zelar pelo espaço religioso.

Tradição, com mais de quatro décadas, é também a de todos anos na Quinta-Feira de Ascensão se realizar uma festa no Convento de Jericó, em honra de São Baco. O santo está na capela - que é privada mas que o dono cedeu e está aberta ao público todas as quartas-feiras - e há sempre duas festas: uma no interior do convento e outra no largo à porta do templo. Este ano a festa provocou descontentamento em algumas pessoas que organizam o arraial no largo.

Ivone Fonseca, uma das pessoas que costuma organizar o arraial todos os anos, conta a O MIRANTE que, como é habitual, pediu ajuda monetária ao padre da paróquia de Benavente para comprar o porco que depois é assado para a festa. “O senhor padre disse-me para falar com a pessoa da paróquia que está responsável pelo Convento de Jericó. Foi o que fiz mas o senhor disse que este ano não havia dinheiro para a festa no exterior, só para a festa no interior do convento”, diz.

O funcionário da paróquia, Octávio Correia, explicou a O MIRANTE que a paróquia não tem qualquer apoio financeiro para realizar esta festa. “Os tempos que vivemos não estão fáceis e a festa não é subsidiada por ninguém, nem pela câmara municipal. Todo o dinheiro que arranjamos é com as ajudas que as pessoas deixam a São Baco, por isso este ano não houve condições para comprar o porco”, afirmou.

* Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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