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Sociedade | 07-07-2017 00:07
Autarca de Sardoal critica gestão das Zonas de Intervenção Florestal
Miguel Borges participou numa audição parlamentar no grupo de trabalho da Reforma das Florestas, em representação da Associação Nacional de Municípios Portugueses.

O presidente da Câmara de Sardoal e representante da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), criticou na Assembleia da República a forma como as Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) têm vindo a ser geridas, embora reconheça que esse modelo é bom desde que seja bem aplicado.

“A gestão destas ZIF não é nada, é um conjunto de mato completamente selvagem, completamente desorganizado. Julgo que há aqui um caso de polícia, porque houve uma entidade gestora que recebeu financiamento e pura e simplesmente desapareceu”, denunciou Miguel Borges, representante da ANMP, no âmbito de uma audição parlamentar no grupo de trabalho da Reforma das Florestas, no dia 5 de Julho.


De acordo com Miguel Borges, as câmaras municipais gostariam de intervir nestas zonas, mas não conseguem. Neste âmbito, “os municípios devem ter um papel muito mais importante do que aquele que têm tido até ao momento”, afirmou Miguel Borges. Apesar das críticas à gestão das ZIF, o representante dos municípios portugueses reconheceu que “é um bom modelo, mas tem que ser bem aplicado”.


Uma ZIF é uma área territorial contínua e delimitada, constituída maioritariamente por espaços florestais, submetida a um Plano de Gestão Florestal e que cumpre o estabelecido nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, e administrada por uma única entidade, designada por Entidade Gestora da ZIF.


Na perspectiva de Miguel Borges, o problema da gestão das florestas portuguesas está relacionado com a desertificação do interior, pelo que são necessárias “medidas urgentes para criar trabalho” no interior do país.
“Mesmo com uma floresta bem ordenada, não sei se temos meios adequados para o combate”, avançou o autarca, defendendo a municipalização nesta área, a profissionalização dos bombeiros e a disponibilidade de “um número mínimo” de operacionais da Protecção Civil para o combate aos incêndios.

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