Sociedade | 16-08-2017 23:26

Caiu número de trabalhadores precários em Vila Franca de Xira

Caiu número de trabalhadores precários em Vila Franca de Xira

Município tem hoje cinco vezes menos trabalhadores nessas condições.

Nos últimos quatro anos o município de Vila Franca de Xira reduziu a quantidade de trabalhadores precários que tinha nos seus quadros, passando dos 320 para os 60 que tem actualmente. A informação foi avançada em reunião pública de câmara pelo presidente do município, Alberto Mesquita (PS).


A maioria destes trabalhadores são contratados pelo município através dos centros de emprego da região, sendo sobretudo trabalhadores com Contrato de Emprego e Inserção (CEI), cuja duração máxima é de 12 meses. Nos últimos anos muitos destes trabalhadores integraram os quadros da câmara, mas a conta-gotas porque os municípios, recorde-se, viram a sua capacidade de contratação limitada na sequência da ajuda financeira externa ao país.


O tema veio a lume perante a necessidade de a câmara voltar a recorrer à contratação de serviços em avença para 25 novos trabalhadores, nas áreas de administração, educador social, terapeuta da fala e animadores socioculturais e psicólogos, no âmbito dos planos de combate ao insucesso escolar. Proposta essa aprovada por unanimidade de todas as forças políticas representadas no executivo.


“O combate à precariedade tem sido uma grande preocupação e temos conseguido reduzir os números consideravelmente. Queremos continuar nesse caminho”, notou Alberto Mesquita.

O autarca já por diversas vezes criticou publicamente a lei que limita a contratação nos municípios, lembrando que actualmente há mais trabalho por fazer do que capacidade para empregar. “É um contrasenso! Por vezes quando o trabalhador já domina a sua função e já está confortável a desempenhar o seu trabalho é quando tem de ir embora e vir outra pessoa começar tudo de novo”, criticou, numa das últimas assembleias municipais.
Mesquita chegou mesmo, nessa ocasião, a criticar a lei por esta “eternizar” trabalhadores competentes em situações de incerteza face ao futuro. “Nesta discussão do combate à precariedade é preciso que as pessoas tenham o direito a contratos mais duradouros e não fiquem na incerteza permanente de no dia a seguir não terem trabalho. É um esforço enorme que temos feito, e temos de continuar a fazer, para acabar com os CEI”, notou esta semana.

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