Sociedade | 08-10-2017 13:40

Centro de Apoio Social da Parreira vai alargar lar de idosos

Centro de Apoio Social da Parreira vai alargar lar de idosos

O objectivo é reduzir a lista de espera existente e dar mais condições aos utentes.

O Centro de Apoio Social da Parreira, no concelho da Chamusca, vai alargar o lar de idosos com mais dez quartos duplos, para além de criar uma sala de fisioterapia, alargar a cozinha e montar um jardim com uma pista de manutenção nas instalações. “O objectivo é dar a oportunidade a mais dez idosos que estão em lista de espera para poderem entrar no lar mas também dar mais condições aos nossos utentes. A obra vai custar cerca de 600 mil euros e já foi aprovada pelo município e pela Segurança Social”, explica Manuel António, presidente da direcção da instituição.


Foi em 2001 que um grupo de pessoas da freguesia da Parreira percebeu que na comunidade não haviam as respostas necessárias para acompanhar os idosos e decidiu avançar com a criação do Centro de Apoio Social da Parreira. O grupo começou a dar nova vida à Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) em 2005 com a criação da valência de apoio domiciliário e, mais tarde, em 2006, com as valências de centro de dia e centro de convívio.


“Entretanto, em 2007, a anterior direcção decidiu criar a valência de lar com 10 quartos e foi aí que as coisas não correram como se esperava. A obra estava orçamentada para 300 mil euros e o Estado dava 200 mil euros, o que obrigava que a antiga direcção tivesse de pedir um empréstimo ao banco. O problema é que nunca ninguém tinha trabalhado com empréstimos bancários. Foi quando decidiram demitir-se e eu entrei para a direcção do centro. Decidi assumir o empréstimo e arrancar com a obra numa altura em que o prazo de execução do projecto estava quase a findar”, revela, referindo que também herdou uma dívida a fornecedores de 30 mil euros mas que, “graças a entidades privadas conseguiu-se liquidar tudo”. “Neste momento não temos dívidas em atraso e os empréstimos foram todos pagos”, adianta a O MIRANTE o presidente da instituição.


Actualmente, conta Manuel António, uma das grandes dificuldades que a instituição tem enfrentado é a nível das relações entre os funcionários, sobretudo pelo facto de uns fazerem mais noites que outros. “Houve inclusive funcionários que já fizeram queixa ao Ministério do Trabalho”, diz o dirigente. “Normalmente os funcionários que não estão a fazer o turno da noite têm de estar de prevenção, pois se um utente precisa de ir ao hospital de emergência é necessário chamar um deles. A verdade é que nós pagamos a 100% essas horas mas já houve funcionários que se negaram a fazê-lo e só reconsideraram depois de ter vindo cá a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT)”, explica. E adianta: “Já vamos na terceira directora técnica. A última esteve aqui seis meses mas rescindiu o contrato porque não aguentava a pressão dos funcionários”.

Apoio à comunidade em diversas vertentes
O Centro de Apoio Social da Parreira conta com mais de 300 sócios, 20 funcionários a tempo inteiro e 51 utentes distribuídos pelas valências de apoio domiciliário, centro de dia, lar de idosos e centro de convívio. Entre os serviços que a instituição oferece aos seus utentes estão actividades de socialização, preparação de medicação e consultas, pedidos de receitas e aquisição de pequenas compras e de medicamentos. Já a enfermagem tanto é disponibilizada aos nosso utentes como à comunidade de forma gratuita, tal como a teleassistência que começou há cerca de um ano. Um serviço que só quatro pessoas na freguesia usufruem porque, de acordo com o presidente da instituição, “a população tem mostrado alguma relutância”.

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1329
    13-12-2017
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1329
    13-12-2017
    Capa Médio Tejo