Sociedade | 12-10-2017 16:02

“A praxe ocupa muito tempo e eu estou aqui para ir às aulas”

“A praxe ocupa muito tempo e eu estou aqui para ir às aulas”

A dureza das praxes na Agrária de Santarém pode ter abrandado mas a fama continua a intimidar muitos novos alunos. Apesar de haver também muitos que se sujeitam a elas e até gostam.

Há alguns anos a Escola Superior Agrária de Santarém (ESAS) foi notícia nacional devido às praxes violentas que aí eram praticadas sobre os novos alunos, vulgarmente tratados por caloiros. A queixa de uma aluna em tribunal motivou mesmo a condenação de alguns estudantes veteranos (ver caixa). Actualmente, não há relatos de que se chegue a esses extremos, mas a fama da dureza das praxes na Agrária continua a intimidar alguns caloiros, que optam por se declarar anti-praxe. Isso faz com que se livrem de determinados rituais de iniciação, como o corte do cabelo aos rapazes, por exemplo, mas também leva a que passem a ser olhados como párias por quem leva a sério as chamadas tradições académicas, mesmo que aos olhos de muitos possam parecer anacrónicas, exageradas e descabidas.


Ana, Catarina e Andreia, residentes em Almeirim e Santarém, declararam-se anti-praxe logo no primeiro dia. Aliás, é muito pequena a percentagem de raparigas que se tem sujeitado às praxes exigentes da Agrária. À data desta entrevista apenas oito raparigas tinham aceitado sujeitar-se a esse ritual académico. “A praxe ocupa muito tempo e eu estou aqui para ir às aulas e estudar”, afirma Ana, estudante do primeiro ano do Curso Técnico Superior Profissional (TeSP) de Análises Laboratoriais.


Além disso, continua Ana, “aqui nesta escola a maneira como os veteranos falam é diferente das outras escolas superiores do Politécnico de Santarém. Aqui partem muito para a humilhação. Basta ver que no primeiro dia eram uns cem caloiros a fazer fila à frente da escola e agora são uns 30 porque eles vão desistindo”.

Reportagem completa na edição semanal de O MIRANTE AQUI

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