Sociedade | 14-10-2017 12:03

Utentes madrugam para arranjar consulta no Centro de Saúde de Rio Maior

Utentes madrugam para arranjar consulta no Centro de Saúde de Rio Maior

Falta de médicos foi debatida na última reunião de câmara do mandato.

A colocação de mais um médico no Centro de Saúde de Rio Maior no início de Novembro vai permitir reduzir o número de utentes sem médico de família de 3500 para cerca de 1600 e assim melhorar a resposta nessa unidade pública de saúde. A informação foi dada a O MIRANTE pelo Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria, na resposta a uma série de questões relacionadas com o deficiente serviço prestado nos últimos tempos nesse estabelecimento de saúde.

Na reunião do executivo da Câmara de Rio Maior realiazada esta sexta-feira, 13 de Outubro, o assunto mereceu a atenção de vários autarcas, com relatos de filas de espera durante a madrugada para obtenção de consultas. A situação motivou mesmo uma exposição ao ACES Lezíria por parte da presidente do município, Isaura Morais (PSD). “Tais filas de espera, formadas espontaneamente pelos utentes antes da abertura ao público daquela unidade de saúde atingem, por vezes, números de dezenas de pessoas que procuram cuidados de saúde de proximidade, que muitas vezes não conseguem obter”, relatou Isaura Morais lendo o conteúdo da mensagem enviada esta semana pelo município à directora do ACES Lezíria.

Para além de o quadro clínico não estar totalmente preenchido, a deficiente resposta dada pelo Centro de Saúde de Rio Maior deve-se também à ausência, “por motivos legalmente justificados”, de três médicos especialistas em medicina geral familiar, informou ainda, na sexta-feira, 13 de Outubro, o ACES Lezíria.

No entanto, diz a mesma fonte, “para atender os utentes destes médicos, bem como os utentes sem médico, o ACES Lezíria disponibiliza horas de prestação de serviços médicos de segunda a sexta-feira”. E tem ainda um Serviço de Atendimento Complementar, das 19h00 às 23h00, de segunda a sexta-feira e das 9h00 às 21h00, aos sábados, domingos e feriados.

Na última reunião de câmara, o assunto começou por ser abordado pelo vereador Augusto Figueiredo (CDU), que pediu uma atitude mais reivindicativa por parte do município face aos problemas existentes, criticando o serviço da empresa contratada pelo Ministério da Saúde para garantir cuidados médicos.

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