Sociedade | 26-10-2017 18:00

“Flor de Chá” são um oásis de memória da música tradicional

“Flor de Chá” são um oásis de memória da música tradicional
AMIZADE. Actuações do grupo não têm parado de crescer nos últimos anos bem como o reportório usado

Um grupo bem-disposto e animado com uma paixão em comum: a música.

Na Póvoa de Santa Iria existe um grupo musical do Grémio Dramático Povoense, chamado Flor de Chá, que se dedica a recolher, preservar e interpretar canções tradicionais portuguesas e da região. É um “oásis de memória”, dedicado a manter vivos os sons que são o símbolo de um povo, concelho e região.


António Porteira e José Ferreira são dois dos membros do grupo, que integra ao todo 12 pessoas, tudo gente do concelho de Vila Franca de Xira. “Preocupamo-nos em apresentar com qualidade canções que não são muito tocadas. Isso obrigou-nos a fazer muita recolha dentro do que é tradicional e único”, explica António Porteira a O MIRANTE.


Apesar de terem música do seu concelho e do Ribatejo, o reportório vai mais além, até às Beiras, Minho, Alentejo, Algarve e ilhas. “No concelho e no Ribatejo as músicas tradicionais são mais difíceis de encontrar, não são muitas e não estão tão bem identificadas como nas outras regiões. Tirando o fandango, que é muito identificado com o Ribatejo”, explicam.
Numa cidade como a Póvoa de Santa Iria, às portas de Lisboa, tocar música tradicional de outros tempos parece um anacronismo mas os Flor de Chá garantem que nunca, como agora, fez tanto sentido preservar a memória. “A Póvoa é uma cidade que cada vez tem menos gente natural daqui. É um dormitório e tem sido invadida, no bom sentido, por gente de fora e foi crescendo muito. O que nós tentamos fazer é preservar a memória da nossa terra. E se não formos nós corre-se o risco de perdermos a nossa memória e identidade e sermos apenas mais uma terra no mapa”, confessa José Ferreira.

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