Sociedade | 30-11-2017 09:07

Trabalhadores de supermercado proibidos de se sentarem

Trabalhadores de supermercado proibidos de se sentarem
ALVERCA

Sindicato promoveu uma chamada de atenção pública no local. Trabalhadores no anonimato falam de “clima de pressão” no emprego e apelam a melhorias.

Os trabalhadores que estão nas caixas do supermercado Continente Bom Dia em Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, estão a ser alegadamente proibidos pela chefia de se sentarem durante as horas de trabalho. A denúncia pública foi feita na última semana pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), que também promoveu um pequeno protesto em frente àquele estabelecimento comercial, defendendo melhorias na relação entre a entidade patronal e os trabalhadores.


Em vários folhetos distribuídos aos clientes que entravam na loja, o CESP denuncia que “os trabalhadores que todos os dias registam as suas compras” estão “proibidos pela chefia de se sentarem” e que isso é uma “inaceitável imposição da empresa”, de “total desrespeito pelos trabalhadores” que, diariamente, asseguram o funcionamento da loja. Diz o CESP que a medida “tem como consequência” um “enorme desgaste físico” para os trabalhadores, com consequências para a sua saúde.


“Nos postos de trabalho fixos devem ser postos à disposição e utilização dos trabalhadores assentos confortáveis, funcionais, anatomicamente adaptados aos requisitos do posto de trabalho e à duração do mesmo”, exige a estrutura sindical. O MIRANTE esteve no estabelecimento e, pelo menos durante a nossa visita, os funcionários das caixas estavam a trabalhar de pé.


Apesar das várias tentativas de contacto directo com a administração da loja e com a empresa que realiza a comunicação da cadeia de supermercados Continente Bom Dia, nenhuma resposta a este assunto nos foi enviada até à data de fecho desta edição.
“Esta empresa paga salários baixíssimos, obriga os trabalhadores a trabalhar com brutais ritmos de trabalho e quer impor a desregulação dos horários”, acrescenta o sindicato. Entre vários trabalhadores, escutados em anonimato, as opiniões dividem-se e há quem desvalorize a situação. Assim como alguns trabalhadores falam num “clima de pressão” no emprego.

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