Sociedade | 01-12-2017 12:19

Prédios da antiga EPC novamente postos à venda

Prédios da antiga EPC novamente postos à venda

Câmara de Santarém colocou em hasta pública os quatro blocos, com oito apartamentos cada, reduzindo o valor base de licitação em 30%.

A Câmara de Santarém vai colocar em hasta pública os quatro blocos de apartamentos que em tempos pertenceram à Escola Prática de Cavalaria (EPC). A base de licitação para cada um dos blocos, composto por oito apartamentos, é de 375.424 euros, valor considerado exagerado pela oposição socialista, que votou contra a proposta na última reunião do executivo.


Recorde-se que dois desses blocos foram colocados à venda em Janeiro deste ano, não tendo aparecido interessados. Na altura, o valor base de licitação era de 536.320 euros cada um, segundo avaliação oficial. Como não houve propostas, a autarquia optou por reduzir agora o valor dos imóveis em 30% e o mesmo poderá acontecer em próxima ocasião se, mais uma vez, a hasta pública ficar deserta.


O objectivo do município é arrecadar receitas extraordinárias, mas as perspectivas não são risonhas para a autarquia tendo em conta o historial recente e também a degradação que atingiu esses imóveis, após terem ficado devolutos com a saída da EPC da cidade, há cerca de dez anos.


O vereador Rui Barreiro (PS), que é também perito avaliador, lamentou o mau estado dos blocos – “que nos envergonha” - e afirmou que a maioria PSD, ao apresentar esses valores, não está interessada em vender aquele património. O autarca socialista diz mesmo que esta hasta pública “é um exercício diletante e de pura perda de tempo”, pois o valor apontado não se enquadra com o real valor dos imóveis, independentemente da sua boa localização, próxima do bairro de São Bento.


O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), reconheceu que os montantes base de licitação podem estar desenquadrados do valor de mercado, referindo que se não aparecerem compradores será lançada outra hasta pública, com nova redução de 30% sobre o valor base. O autarca afirmou ainda que os imóveis já se encontravam degradados quando se tornaram propriedade do município, há cerca de oito anos, e considerou natural que estando devolutos essa degradação se acentuasse com o tempo.

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